Opinião

Infinitamente….

Infinitamente generoso é o amor Tudo dá, tudo paga Tudo enfrenta e afaga Mesmo o amargo licor Do destino Em terra desnaturada! Infinitamente generoso é o amor Tudo oferece, tudo atura Porque é diferente da paixão, Espera pela vida madura E nunca desiste de dar a mão…  Generoso até à loucura! Infinitamente generoso é o […]

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Vai um pastel de nata?

Imagem: Lisa Pinto e David Pinto Foi há 5 anos atrás. Conheci o Gonçalo Morna por puro acaso. Estava à procura de um pouco de Portugal em Goa e ali estava um português que ainda por cima tinha um café com o nome Nata. Começámos a conversar e ele explicou-me o conceito. A ideia era

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Carta do Achamento do Brasil

Recebi ontem (17/07/2021) o meu primeiro exemplar da Carta do Achamento do Brasil de Pêro Vaz de Caminha a D. Manuel I, que a editora Guerra e Paz publicou em versão moderna. O editor pediu-me um prefácio e o livrinho está por aí a circular e, a julgar pelas reações, parece não faltar quem esteja a ler pela primeira

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Francamente… em inglês

            A falar é que nos… understand each other Venho há tempos mantendo uma interessantíssima conversa com um madrileño que está a terminar uma tese sobre a questão da esfericidade da terra no mundo clássico e medieval, daí ter descoberto escrevinhações minhas. Entrou em contato comigo através do Academia.edu e tem sido uma intensa e gostosa

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Santiago, casa transitiva

A primeira ilha, a ilha que abriga a cidade do mais antigo nome, a Cidade Velha, berço  da nacionalidade. Foi pensando nela que António Nunes nos ofereceu um dos mais belos  poemas do nosso património cultural: “Sonho que um dia estas leiras de terras quer sejam  Mato Engenho Dacabalaio ou Santana filhos do nosso esforço

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O AMOR DO RIO 

Os sonhos do porvir, os cantos que cantei, carrego-os [na voz Antes da minha voz, já um nome fora dado a cada coisa [e a cada coisa uma medida Em cada nome pus apenas um sopro de lume insubmisso; [em cada coisa, uma sugestão de prumo e de estrela. Sorve agora das palavras o travo,

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A SENHORA DO NÃO ME DEIXES

Na manhã quente e luminosa do dia 16 de janeiro de 1983, um domingo, Ana Maria e eu, mais os amigos Maria Lima e Olavo Colares, partimos da Serra do Estêvão ao encontro de Rachel. Grande proprietária de terras, a família Queiroz era dona das fazendas Califórnia, Itália, Manaus, Biscaia e Junco, nos sertões de

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Maria Teresa Horta – Uma escrita feminista e a busca de um lirismo puro

Ana (Lisboa, Ed. Futura, 1974), primeiro livro individual de prosa de Maria Teresa Horta (MTH, n. 1937) contém o selo definitivo da escrita da autora. Um discurso do desejo feminino, uma topografia do desejo centrado no corpo da mulher, um texto fragmentado, não lógico, que evolui por iluminações, um tempo intemporal, memórias do passado coabitando

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