Opinião

Vem Cantar completa 23 anos

Uma das primeiras recordações que tenho de Goa quando cheguei há 23 anos, foi estar a caminho de Navelim (cidade no sul de Goa), numa carrinha, com um grupo de alunos a cantar “Ó Malhão, Malhão”. Era jovem e tinha começado a minha carreira no ensino do português como língua estrangeira. O Rosary College de […]

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Tetralingue

Em 1989, a minha filha Tatyana tinha 5 anos quando a levei ao meu programa de TV no Portuguese Channel, de New Bedford, Massachusetts para fazer uma pequena demonstração de como era possível ensinar mais do que uma língua a uma criança sem isso ter consequências negativas para a própria criança. Com a mãe dela,

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José Gardeazabal, “O Romance da Pandemia”

Quarentena. Uma história de Amor, terceiro romance de José Gardeazabal (JG), prossegue as particularidades da escrita do autor: linguagem culta, mas não apresentada eruditamente; fragmentos textuais (41), não propriamente capítulos, desenhando um romance-palimpsesto; capacidade metafórica brilhante (é, porventura o escritor português que mais longe leva esta capacidade imaginativa, interseccionando  planos ou campos semânticos radicalmente diferentes);

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A Arte de Bem Comunicar

Os bons comunicadores conhecem a máxima de que comunicar bem é pensar em primeiro lugar no ouvinte ou no leitor. E pensar no ouvinte ou no leitor é fazer a escolha certa das palavras, que se desejam simples, comuns e reconhecidas por todos. Quem comunica de forma complicada e difícil, usando um vocabulário hermético (sim,

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Passadiços do Paiva (1)

O Francisco Soares Torres andava há anos a atiçar a ideia dos Passadiços do Paiva. Um dia que conseguisse passar por Estarreja com calma, daríamos um salto às montanhas da Beira Litoral para umas caminhadas ao longo do rio (afluente) Paiva, que eu só conhecia do tempo em que na 4ª classe fui obrigado a

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Passadiços do Paiva (2)

Atravessada a ponte, começou o giro pelo passadiço, que abre logo com uma íngreme, serpenteada e prolongada descida, quedando-se por uma altura média (porque todo o percurso é sempre um sobe-e-desce) de uns vinte metros acima do nível do rio, que acompanhamos na direção do seu curso, portanto em descendo. O plano era fazermos parte

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Ainda os Passadiços do Paiva

Como já contei, o regresso ao hotel (uma antiga casa local no centro da aldeia transformado num bem simpático espaço de turismo de habitação) foi de táxi. No percurso, deixámos o Francisco junto do seu carro. Iríamos reencontrar-nos mais tarde para jantar. Como não tinha dinheiro nenhum comigo, pedi ao taxista o favor numa caixa de Multibanco. Só há uma –

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LONGE!…

Longe é a distância que me separa de ti. Longe é a terra dos teus encantos. Longe é a tua beleza inacessível. Longe é o teu amor que quero conquistar. Longe sou eu sem ti.   Porque tão perto é o bater dos nossos corações,   Tão perto é a verdade do nosso amor,  

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Um Monumento em Honra de Pessoa

Imagine-se alguém que se proponha discorrer, em um só volume, sobre a vida e a obra de vários nomes importantes da literatura mundial. Ainda mais: permite-lhes filtrar o que dizer de si próprios. Façanha assim foi brilhantemente empreendida por um brasileiro, José Paulo Cavalcanti Filho, com Fernando Pessoa: uma quase autobiografia (Rio de Janeiro :

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