Opinião

“Naufrágio” de Cristóvão de Aguiar – cantado no mar alto

Os jornais têm felizmente feito justiça à obra literária do Cristóvão de Aguiar. Pouca gente sabe que ele se estreou como poeta (Mãos Vazias, 1965), mas não foi nesse género literário que deixou marca. E, no entanto, foi um poema seu que primeiro tornou o seu nome conhecido: “Naufrágio”, musicado pelos açorianos (terceirenses) Duarte e […]

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A criança como promessa

A criança é paraíso, a criança é utopia, a criança é promessa. As religiões e as civilizações, de um modo geral, observam o universo da criança com especial simpatia e carinho. Grandes textos fundadores das religiões fazem da infância a fase da vida mais privilegiada para viver e exprimir mais autenticamente a fé e a

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Cristóvão de Aguiar (1940-2021)

Esta manhã chegaram-me vários emails com a notícia do falecimento do Cristóvão de Aguiar. Os dois primeiros vieram do Pico da Pedra, sua e minha terra natal (nascemos na mesma rua). Eram do Osvaldo e do Zeca, este curiosamente referindo-o pelo nome por que é conhecido na freguesia: Luís Cristóvão. O escritor deixa uma obra

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Vem Cantar completa 23 anos

Uma das primeiras recordações que tenho de Goa quando cheguei há 23 anos, foi estar a caminho de Navelim (cidade no sul de Goa), numa carrinha, com um grupo de alunos a cantar “Ó Malhão, Malhão”. Era jovem e tinha começado a minha carreira no ensino do português como língua estrangeira. O Rosary College de

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Tetralingue

Em 1989, a minha filha Tatyana tinha 5 anos quando a levei ao meu programa de TV no Portuguese Channel, de New Bedford, Massachusetts para fazer uma pequena demonstração de como era possível ensinar mais do que uma língua a uma criança sem isso ter consequências negativas para a própria criança. Com a mãe dela,

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José Gardeazabal, “O Romance da Pandemia”

Quarentena. Uma história de Amor, terceiro romance de José Gardeazabal (JG), prossegue as particularidades da escrita do autor: linguagem culta, mas não apresentada eruditamente; fragmentos textuais (41), não propriamente capítulos, desenhando um romance-palimpsesto; capacidade metafórica brilhante (é, porventura o escritor português que mais longe leva esta capacidade imaginativa, interseccionando  planos ou campos semânticos radicalmente diferentes);

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A Arte de Bem Comunicar

Os bons comunicadores conhecem a máxima de que comunicar bem é pensar em primeiro lugar no ouvinte ou no leitor. E pensar no ouvinte ou no leitor é fazer a escolha certa das palavras, que se desejam simples, comuns e reconhecidas por todos. Quem comunica de forma complicada e difícil, usando um vocabulário hermético (sim,

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Passadiços do Paiva (1)

O Francisco Soares Torres andava há anos a atiçar a ideia dos Passadiços do Paiva. Um dia que conseguisse passar por Estarreja com calma, daríamos um salto às montanhas da Beira Litoral para umas caminhadas ao longo do rio (afluente) Paiva, que eu só conhecia do tempo em que na 4ª classe fui obrigado a

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Passadiços do Paiva (2)

Atravessada a ponte, começou o giro pelo passadiço, que abre logo com uma íngreme, serpenteada e prolongada descida, quedando-se por uma altura média (porque todo o percurso é sempre um sobe-e-desce) de uns vinte metros acima do nível do rio, que acompanhamos na direção do seu curso, portanto em descendo. O plano era fazermos parte

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