Antologia do Humor Açoriano

Em agosto, costumo limitar estas notas a apenas uma ou outra história mais divertida e a fotografias. Abro exceção porque hoje aqui em S. Miguel está um dia nada convidativo a sair de casa e, por isso, talvez queiram divertir-se um pouco para animar o cinzento. Os que, fora dos Açores, estão envoltos em sol talvez se queiram esquecer-se do calor rindo um pouco.
A Helena Chrystello publicou, em 2024, uma Antologia do Humor Açoriano. Quando estava a preparar a edição, o Chrys pediu-me para nos encontrarmos os três a fim de eu lhe acrescentar algumas sugestões. Fi-lo durante um longo encontro no snack-bar da Praia do Pópulo. Entretanto, a saúde da Helena piorou e o Chrys apressou a edição sem tempo de incluir nenhuma das minhas sugestões.
A incumbência de fazer uma nova e mais completa antologia passou para o Victor Rui Dores, a pedido do Chys. O Victor  aceitou, mas pôs como condição fazer ele a “sua” antologia. Esmerou-se e produziu um belo trabalho (em anexo, ver o índice de autores). Está aí um volume (365 páginas) recheado de divertidos textos. De entre as sugestões que dei à Helena, reconheço nesta seleção algumas delas: poemas do faialense Garcia Monteiro (publicou Rimas de Ironia Alegre em Boston, em 1896), bem como a “História de cabelo”, do Emanuel Félix, e o conto “Romeiros”, de Daniel de Sá.
Esperando que o Victor não se incomode, vou anexar aqui não esses, mas dois outros textos que também sugeri e enviei à Helena Chrystello e que o Victor aceitou incluir na sua antologia, tal como esses atrás mencionados. São “Satanás em quatro rodas”, de João Teixeira de Medeiros, e “Pátria”, de José Martins Garcia.
Vão em anexo. Divirtam-se.
E obrigado ao Victor Rui Dores por essa excelente recolha.
A edição é da Letras Lavadas.

Imagem de destaque (A imagem foi feita com IA):

O amigo Rui Albuquerque enviou-me a foto #1 com a pergunta: Isto daria jeito?
Respondi-lhe:
Essa é uma bela foto, mas é muito moderna, a ajuizar pelo monitor que o baleeiro em primeiro plano tem ao seu lado.
Será de um filme?
Os países onde ainda se caça baleia são a Noruega, a Islândia e o Japão, e nenhum desses baleeiros me parece ser desses países. Na Gronelândia os locais também podem caçar, mas igualmente não me parece que estes sejam indígenas.
Outro pormenor estranho: o arpoador nunca lança o arpão de frente porque isso iria assustar a baleia e fazê-la atirar-se ao barco. Faziam-no quando ela estava à tona de água só com o dorso de fora. Daí me parecer que essa foto é de um filme.
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Onésimo Teotónio Almeida

Onésimo Teotónio Pereira de Almeida - Natural de S. Miguel, Açores, é doutorado em Filosofia pela Brown University em Providence, Rhode Island (EUA). Professor Emérito dessa mesma universidade, foi Professor Catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, bem como no Center for the Study of the Early Modern World e no Wayland Collegium for Liberal Learning. Autor de dezenas de livros. Alguns dos mais recentes: Despenteando Parágrafos, A Obsessão da Portugalidade, O Século dos Prodígios. A ciência no Portugal da expansão e Diálogos Lusitanos , na área do ensaio. Em escrita criativa: Livro-me do Desassossego, Aventuras de um Nabogador e Quando os Bobos Uivam. Co-dirige as revistas Gávea-Brown e Pessoa Plural, bem como quatro séries de livros sobre temática lusófona em várias editoras. É membro da Academia da Marinha, da Academia das Ciências e doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro e Universidade Lusófona. A Brown Universitiu concedeu-lhe uma cátedra de mérito, a Royce Family Professorship in Teching Excellence.
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