Três universidades de Macau melhoram ou mantêm posição em ranking internacional

Macau, China, 30 set 2026 (Lusa) – Três universidades de Macau melhoraram ou mantiveram a sua posição no World University Rankings 2027, da revista britânica Times Higher Education (THE), divulgado hoje, e que abrange 2.297 instituições de ensino superior de 118 países e regiões.

De acordo com a classificação, a Universidade de Macau manteve uma posição semelhante à da edição anterior, ocupando o 154.º lugar a nível mundial.

Por seu lado, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau conservou igualmente a classificação registada em 2026, posicionando-se no 269.º lugar.

Já a Universidade da Cidade de Macau registou a maior evolução entre as instituições de ensino superior do território, ao passar do grupo situado entre o 601.º e o 800.º lugares para o intervalo entre o 451.º e o 500.º lugares.

Numa nota divulgada após a publicação do ranking, a Direção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) atribuiu os resultados à “aposta do Governo da Região Administrativa Especial de Macau no desenvolvimento do ensino superior”.

Segundo o organismo, as autoridades locais têm promovido a construção da Cidade Universitária de Educação Internacional e o desenvolvimento de programas de formação conjunta com instituições de ensino superior do exterior, enquadrados nas estratégias nacionais para a educação e formação de quadros qualificados.

Em 2025 as autoridades de Macau anunciaram o desenvolvimento da Cidade Universitária, um campus gerido em conjunto pela Universidade de Macau, a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau, com as primeiras aulas iniciadas em agosto deste ano.

Com um investimento de 18 mil milhões de yuan (2,3 mil milhões de euros) a nova Cidade Universitária está localizada em Hengqin, uma zona económica especial ao lado do território, e que foi estabelecida pelo Governo Central chinês como parte de esforços para ajudar Macau a diversificar a sua economia para além da indústria do jogo.

Num relatório recente, o Governo de Macau destacou que as autoridades chinesas pretendem que o projeto responda à procura crescente de vagas universitárias na China, oferecendo aos jovens chineses uma experiência equivalente a estudar no estrangeiro sem sair do país.

Nesse sentido, o projeto vai apostar em parcerias com universidades de Singapura, Austrália, Reino Unido, Portugal e Suíça, prevendo programas conjuntos e duplos graus, como o curso de medicina clínica com a Universidade de Lisboa ou o programa de turismo com instituições da Austrália e da Europa.

A DSEDJ afirmou ainda hoje que continuará a promover a internacionalização do ensino superior de Macau, incentivando a realização de conferências e outras atividades académicas internacionais no território e procurando reforçar a ligação das universidades locais à comunidade académica global.

NCM // VM – Lusa/Fim

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