Macau, China, 30 set 2026 (Lusa) – O Instituto Cultural (IC) de Macau anunciou hoje que o músico moçambicano Stewart Sukuma é um dos principais nomes do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa deste ano.
Sukuma atua em conjunto com a Orquestra Chinesa de Macau a 14 de novembro no Centro Cultural de Macau.
Um dos músicos mais premiados de Moçambique e um dos principais impulsionadores do estilo musical marrabenta, quer a solo quer com a Banda Nkhuvu, Stewart Sukuma já realizou várias digressões por África, Europa, Ásia, Estados Unidos, América Latina e Caraíbas.
A presidente do IC, Leong Wai Man, disse hoje, em conferência de imprensa, que o programa de outubro da 8.ª edição do Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa apresenta uma “oferta diversificada”, com especial foco nos intercâmbios culturais entre a China e os países de língua portuguesa.
“O Encontro em Macau e o Festival da Lusofonia mostram os profundos laços entre a China e os países de língua portuguesa, permitindo aos visitantes experimentar esta fusão cultural”, afirmou.
Segundo a responsável, tal como em anos anteriores, foram convidados grupos artísticos oriundos dos países lusófonos e do interior da China para realizar espetáculos em diferentes zonas da cidade e para a 29.ª edição Festival da Lusofonia, que decorre entre os dias 23 e 25 de Outubro, nas Casas da Taipa.
O programa inclui ainda espetáculos de música e dança tradicional em vários bairros da cidade, uma exposição de livros ilustrados em chinês e português, sessões de promoção da leitura e oficinas criativas destinadas às famílias.
No entanto, além de Sukuma, a presidente do IC não especificou os nomes das bandas participantes, indicando apenas que o programa do festival contará com grupos de dança da Guiné Equatorial e de Timor-Leste, bem como apresentações de instrumentos musicais tradicionais de Moçambique.
A edição de 2025 do Festival da Lusofonia contou com as atuações de nomes como os Calema de São Tomé e Príncipe e a cantora portuguesa Marisa Liz.
Questionada sobre a decisão de reduzir a duração do Festival da Lusofonia de seis dias para apenas três dias (sexta-feira e um fim de semana), Leong Wai Man explicou que, após avaliações realizadas em edições anteriores, foi considerado que esse formato é o mais adequado.
“Houve uma edição com duas semanas de duração e várias atividades, mas, depois da avaliação, pensamos que uma semana é mais adequada. Foi um consenso alcançado entre várias partes”, indicou.
O Festival da Lusofonia, realizado desde 1998, inclui normalmente expositores culturais, bancas de comida e bebida e jogos populares, e um cartaz musical com artistas de cada um dos dez países e regiões lusófonos.
Segundo reportou a emissora TDM anteriormente, a interrupção do modelo alargado deve-se à ausência de patrocínio da operadora de jogo Galaxy Entertainment Group, uma mudança que obrigou a limitações orçamentais e a uma reestruturação do programa.
Dirigentes de associações de matriz lusófona como a Associação dos Macaenses e a Casa de Portugal em Macau indicaram à emissora pública estar desiludidos com uma edição mais reduzida e a falta de apoio orçamental.
A dirigente do IC reconheceu hoje existirem opiniões divergentes entre as associações participantes, algumas defendendo um período mais prolongado e outras considerando que duas semanas são excessivas.
“Temos de ouvir todos, mas continuamos a disponibilizar recursos para todas as associações”, afirmou, admitindo que, nos próximos anos, poderão ser recolhidas mais opiniões junto da população, parceiros e coletividades sobre a duração do certame.
Entre 16 novembro e 07 dezembro realiza-se também o 8.º Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com uma Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa a decorrer entre novembro e janeiro de 2027.
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