27 February 2021
A Vila Isabel escolheu fazer carnaval com a história de Angola e sua contribuição para o Brasil. Com o enredo “Você semba la… que eu sambo cá. O canto Livre de Angola!”, a escola fechou a apresentação na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro e mostrou que nossa ligação com o país vai muito além da língua portuguesa.

Vila Isabel homenageia Angola e faz tributo a Martinho da Vila

A Vila Isabel escolheu fazer carnaval com a história de Angola e sua contribuição para o Brasil. Com o enredo “Você semba la… que eu sambo cá. O canto Livre de Angola!”, a escola fechou a apresentação na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro e mostrou que nossa ligação com o país vai muito além da língua portuguesa.

Rodrigo Gorosito/G1

.Martinho da Vila canta com a plateia no desfile da Vila Isabel.

A Vila encontrou nas tradições trazidas pelos negros angolanos origens do samba e fez, ao fim do desfile, um tributo a Martinho da Vila. A apresentação da escola foi assinado pela carnavalesca Rosa Magalhães.

O percurso por esta região da África começou com a comissão de frente representando a savana africana. Os integrantes passaram pela Sapucaí dentro de uma alegoria que retratava um pedaço do bioma. Negros lutavam com animais e desenvolviam coreografias sobre o carro.

A fauna selvagem angolana foi o tema do carro abre-alas. Na frente do carro, Gabriela Alves vestiu a fantasia das riquezas naturais da angola. O primeiro setor da escola trouxe foliões em alas que representavam zebras, girafas e pássaros africanos.

O segundo carro representava o “Imbondeiro, a árvore da vida”. Em Angola, ele é considerada sagrado. Da árvore são tirados medicamentos e água, além e ela também costuma ser usada como esconderijo em tempos de guerra.

“Na corte da rainha Njinga” foi o nome do terceiro carro. Nascida em 1580, ela foi uma das maiores heroínas da parte central da África. Ela impressionou os portugueses por ser uma líder habilidosa e até chegou a ser batizada com o nome de Ana de Souza, mas nunca deixou de lutar contra a dominação estrangeira.

Navio negreiro

 

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