Para pensar a relação entre os dois, e também entre o projeto de um romance e o de uma casa, por exemplo, está sendo realizado desde segunda-feira, na USP, o seminário “Espaços Narrados – A construção de Múltiplos Territórios da Língua Portuguesa”.

A comunicabilidade, que não é do domínio do mesmo idioma, mas mais profunda, ontológica; o papel da língua na compreensão do espaço da cidade; a literatura funcionando como uma espécie de guia da arquitetura moderna; e a viagem como uma forma de aproximação são, segundo o coordenador Luís Antonio Jorge, as diretrizes do encontro. Para conversar sobre essas questões, ele convidou profissionais daqui e de outros países lusófonos.

Nesta quinta, no encerramento, o escritor moçambicano Mia Couto fará uma conferência a partir das 18 h. Há vagas, mas elas estão sujeitas à lotação do auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (Rua do Lago, 876. Cidade Universitária). Antes dele, passaram por lá os arquitetos Paulo Mendes da Rocha (Brasil) e Eduardo Souto de Moura (Portugal). José Forjaz (Portugal/Moçambique) fala nesta quinta. A cineasta Suzana Vargas, que fez, entre outros filmes, “A Hora da Estrela”, baseado em obra homônima de Clarice Lispector, substituiu o escritor português Gonçalo Tavares, que cancelou sua vinda ao País.

Na programação, estava ainda Milton Hatoum, arquiteto de formação e escritor por vocação. Mais de 30 anos depois de terminar os estudos, Hatoum, que é também cronista do Caderno 2 do jornal “O Estado de S. Paulo”, voltou na terça-feira à universidade onde se formou para conversar com alunos e pesquisadores.

 

Foto: LUSA

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