Luanda, 28 out 2021 (Lusa) – O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou hoje o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo  Fortunato , que vai ser substituído pelo académico Filipe Zau.

O decreto assinado por João Lourenço e divulgado pela sua Casa Civil refere que Jomo Fortunato, que tinha sido nomeado para o cargo em novembro de 2020, foi exonerado por conveniência de serviço.

Jomo Fortunato, jornalista da área cultural e professor universitário, sucedeu à bióloga  Adjany Costa, a primeira ministra a assumir a tutela das três pastas que foi nomeada em 06 de abril de 2020, mantendo-se apenas sete meses no lugar.

Num outro decreto, o Presidente da República determinou que Filipe Silva de Pina Zau cesse funções como membro do Conselho da República, órgão para o qual foi designado em 08 de setembro, para assumir as novas funções como ministro.

Filipe Zau, nasceu em Lisboa em 02 de novembro de 1950 e é um investigador em ciências da educação, professor, autor e compositor.

Igualmente por decreto datado de hoje, o Presidente João Lourenço nomeou Filipe Silva de Pina Zau para o cargo de ministro da Cultura, Turismo e Ambiente.

RCR // LFS – Lusa/fim


O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou hoje o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, que vai ser substituído pelo académico Filipe Zau (foto). O decreto, divulgado pela Casa Civil do Presidente refere que Jomo Fortunato, que tinha sido nomeado para o cargo em Novembro de 2020, foi exonerado por conveniência de serviço.

Jomo Fortunato, jornalista da área cultural e professor universitário, sucedeu à bióloga Adjany Costa, a primeira ministra a assumir a tutela das três pastas que foi nomeada em 6 de Abril de 2020, mantendo-se apenas sete meses no lugar.

Num outro decreto, o Presidente da República determinou que Filipe Silva de Pina Zau cesse funções como membro do Conselho da República, órgão para o qual foi designado em 8 de Setembro, para assumir as novas funções como ministro.

Filipe Zau, nasceu em Lisboa em 2 de Novembro de 1950 e é um investigador em ciências da educação, professor, autor e compositor.

Jomo Fortunato, nasceu a 28 de Março de 1961, em Luanda, é Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante Português – Francês, pela Universidade de Aveiro, Portugal; Mestre em Literatura Angolana, pela Universidade Agostinho Neto, doutorando em Estudos Culturais pela Universidade de Aveiro e Minho, Portugal.

Foi Presidente do Conselho Administrativo do Memorial António Agostinho Neto, jornalista, como apresentador e criador do programa, “Vozes do Semba”, série de documentários musicais da TPA, Televisão Pública de Angola. Publicou textos de investigação sobre história da Música Popular Angolana, literatura e teorização de assuntos culturais, no Jornal de Angola.

Foi editor do Suplemento Vida Cultural, igualmente do Jornal de Angola, comentarista cultural da Rádio Nacional de Angola (RNA) e coordenou e criou a Feira do Livro e do Disco de Luanda, professor universitário das disciplinas de Língua Portuguesa, Cultura e Literatura Angolana, nos cursos de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto.

Em Junho deste ano, Jomo Fortunato considerou que, em 45 anos de independência, Angola “já estaria próximo de um ensino de qualidade”, defendendo que o país “precisa de um angolano com perfil científico”.

“A tese que eu vim defender é que nós precisamos de um angolano com um perfil científico para enfrentar os grandes desafios da actualidade em relação ao progresso de Angola e uma resposta ao desenvolvimento de Angola”, afirmou Jomo Fortunato.

Segundo o agora ex-ministro, o país pode estar próximo para o alcance do perfil que defende para o angolano, reconhecendo que, apesar ser agora um “afro optimista”, o caminho não é fácil e poderá ser tortuoso.

“Perdemos muito tempo, em 45 anos de independência já deveríamos estar próximos de um ensino de qualidade e só com este perfil é que nós vamos enfrentar o mundo”, argumentou.

“Não tenhamos dúvida, para que tal desiderato se efective é necessário melhorarmos a qualidade do nosso ensino, não tenhamos dúvida e precisamos de apontar por aí”, disse Jomo Fortunato em declarações aos jornalistas.

Jomo Fortunato presidiu, nessa altura, à cerimónia de abertura de um debate sobre “Memórias, Afirmações Identitárias e Sentimentos de Pertença” realizado em Luanda pelo Centro de Estudos para a Boa Governação – UFOLO.

O encontro enquadrava-se no ciclo de debates nacionais sobre “O que é ser angolano/angolana? Mentalidade e Aparências” desta organização não-governamental, presidida pelo jornalista e activista cívico Rafael Marques, cujo meritoso trabalho foi já superiormente reconhecido pelo Presidente da República através de uma condecoração do Estado (MPLA).

O perfil do angolano ao longo da história, “desde o surgimento da espécie angolana no contexto natural, à aparição dos portugueses, depois a luta contra a ocupação colonial, a questão do assimilacionismo” constituíram alguns dos eixos da intervenção de Jomo Fortunato.

A questão do angolano “contra si próprio, com a guerra civil, o angolano económico, corrupção, nepotismo, um angolano que actualmente luta contra a pobreza e o desenvolvimento do país” também nortearam a abordagem do ex-ministro.

Para o então ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, o país “precisa de um angolano que conheça a sua história, a sua cultura, mas também é um angolano com perfil científico, que conheça a realidade do mundo”, disse.

Segundo Jomo Fortunato, é preciso “partir para um angolano produtivo, que coloque no mercado produtos de qualidade, na perspectiva competitiva” para o país sair, “de forma paulatina, de importadores para exportadores”.

“Então, para mim isso está claro, não tem confusão nenhuma, olho para o meu lado e vejo o perfil de angolano que tenho e esta perspectiva deve ser multiplicadora, temos de ter angolanos com perfil científico em todos os pontos do país, não podemos pensar só Luanda”, insistiu.

A estruturação de um perfil científico para o angolano, observou, “passa pela criação de uma elite, pois é necessário que o ensino seja selectivo, nem todo mundo tem de passar de classe, ou entrar em estratégias para passar de classe”.

“Tem de se exigir um nível mínimo de qualidade, mas depois temos que criar uma elite científica, não é só no domínio da ciência, mas nas artes também e esse trabalho é muito sério, porque o que somos agora tem muito a ver com o nosso passado colonial”, realçou.

Questionado sobre as abordagens divergentes que surgem em vários círculos sociais sobre “angolanos de origem ou com nacionalidade adquirida”, o ministro disse não estar preocupado com estas questões, considerando-as “banais”.

“Vejo o angolano como trabalhador, angolano disciplinado, angolano com perfil científico e não quero saber se é branco ou não, são questões que já deverão estar resolvidas, porque há angolanos pretos piores que angolanos brancos”, respondeu, quando questionado pela Lusa.

A conferência, recorde-se, com um raro sentido de oportunidade, decorreu no Memorial António Agostinho Neto, local histórico e de homenagem ao primeiro Presidente angolano, para além de ser o genocida responsável pelo massacre de milhares e milhares da angolanos em 27 de Maio de 1977.

Seja como for, os jovens devem aceitar ser amputados da coluna vertebral, bem como permitir a mutação do cérebro para os intestinos, podendo assim ser militantes de alto gabarito do MPLA. Militantes que tenham de se descalçar para contar até 12, que conheçam bem o que é a electricidade… potável, que estabeleçam “compromíssios” com os dirigentes… se “haver” necessidade.

Fonte: Folha 8


Ver também:

“Políticas linguísticas e uso de línguas africanas no ensino” 

 

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