Pelas ruas de Barrancos – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

Quem fala esta língua está a salvá-la, porque o barranquenho pertence ao grupo dos idiomas em perigo de extinção. Começou a ouvir-se ainda antes do século XV, quando os espanhóis emigravam para Barrancos, e criou raízes tão fortes entre as gentes desta vila raiana que passou a fazer parte da sua cultura. Agora, esta mistura de português arcaico com castelhano dito num sotaque andaluz quer ser língua oficial. A Maria Inês tem orgulho no falar típico da terra, diz que para sê si barranquenhuh há que tê-se rêpichuci. Impossível de entender? Começa aqui a tua primeira aula.

 

O barranquenho, situado entre a variedade portuguesa alentejana e as variedades espanholas estremenhas e andaluzes é um dialeto meridional peninsular que revela afinidades com os dialetos portugueses centro-meridionais do interior, mas apresenta traços particularmente arcaizantes e marcas de uma forte influência do espanhol.

Maria Victoria Navas SÁNCHEZ-ÉLEZ. El barranquenho. Un modelo de lenguas en contacto. 
Madrid: Editorial Complutense. 2011

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