Em declarações à agência Lusa em Jacarta, o chefe da diplomacia de Timor-Leste, país com a presidência rotativa da CPLP desde julho do ano passado, não avançou uma data para o encontro, que terá de acontecer entre quarta e quinta-feira.

Embora já se encontrem em Jacarta representantes de vários países da CPLP, como Timor-Leste, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial, a parte mais importante da cimeira terá início na quarta-feira.

A ideia é aproveitar a presença dos vários países para abordar “assuntos que têm a ver com o secretariado da CPLP em Timor”, “a data da organização do Conselho de Ministros” que ocorrerá em breve no território timorense e “talvez também abordar assuntos relacionados com a visão estratégica da CPLP”, justificou.

O ministro recusou dizer se está preocupado com as recentes notícias relativas à Guiné Equatorial, como a denúncia de violações à Carta da CPLP feita pelas organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos EG Justice, Conectas Direitos Humanos e Human Rights Watch.

“É uma questão relativa, depende do ponto de vista com que estamos a ver as coisas. Neste momento, por exemplo, não posso comentar sobre uma situação em que não tenho uma informação atualizada sobre o que se passa. Se não, estaria então, neste momento, a generalizar”, disse.

O governante respondeu que vai contactar as autoridades do país africano “para perceber como as coisas estão a funcionar, para ver a realidade do país e os funcionalismos todos”.

“Essa foi a filosofia que nós adotámos, do envolvimento e não do isolamento, e agora é óbvio que as coisas não acontecem de um dia para outro”, voltou a defender, alertando que é necessário tratar alguns assuntos “cuidadosamente” e “considerar sensibilidades e os princípios universais que regulam essa matéria”.

Recentemente, o político da Guiné Equatorial e secretário-geral da Convergência para a Democracia Social, Andrés Esono Ondo, esteve detido durante dez horas.

Em março, o advogado Ponciano Mbomio Nvó, ativista dos direitos humanos na Guiné Equatorial, afirmou que não está em curso qualquer processo de abolição da pena de morte, contrariando a posição do seu Governo junto de instituições internacionais.

A suspensão da pena de morte era uma das condições exigidas para fazer parte da CPLP, cujos estatutos incorporam compromissos com a democracia, os direitos humanos e a justiça social.

AYN (CSR) // VM – Lusa/Fim

Foto: Pescadores de Bali com barco tradicional. Bali, Indonésia, 29 de setembro de 2012. EPA/MADE NAGI – LUSA

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