Díli, 24 jun 2026 (Lusa) – Os ministros da Educação de Timor-Leste e de Portugal anunciaram o reforço do número de professores no projeto Centro de Aprendizagem e Formação Escolar, conhecido como Escolas CAFÉ, segundo uma informação hoje divulgada pelo Governo timorense.
O anúncio foi feito durante um encontro realizado, na terça-feira, entre o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a ministra da Educação timorense, Dulce Soares, que integra a delegação liderada pelo primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, que se encontra a realizar uma visita de trabalho a Portugal até sexta-feira.
No encontro, a ministra informou que está em curso um “concurso especial destinado ao recrutamento de 200 professores timorenses para aquelas escolas, defendendo o reforço da formação contínua e do acompanhamento pedagógico daquelas profissionais”, pode ler-se na informação do executivo.
Fernando Alexandre afirmou que Portugal “pretende reforçar” a cooperação na área da Educação e anunciou que no próximo ano serão 150 professores portugueses a lecionar nas escolas CAFE.
O projeto dos Centro de Aprendizagem e Formação Escolar ou as escolas CAFE, começou em 2014, e já está presente nos 14 municípios timorenses, e prevê-se a extensão daqueles estabelecimentos de ensino para os postos de administrativos do país.
Aquelas escolas, onde as aulas são dadas por professores portugueses e timorenses, são, atualmente, frequentadas por mais de 11.100 alunos timorenses.
O CAFE tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e a formação complementar dos professores timorenses.
Naquelas escolas, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas de tétum, a outra língua oficial de Timor-Leste.
A ministra Dulce Soares reiterou também a importância de assegurar a continuidade do projeto e esclareceu que o diploma ministerial atualmente em preparação pelo Ministério da Educação relativo ao CAFE tem como único objetivo regular o funcionamento interno daquelas escolas no contexto do sistema educativo timorense e não visa alterar o protocolo em vigor existente entre os dois países.
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