25 February 2021
Os erros foram agrupados pelo escritor Eduardo Martins em seu livro Os 300 Erros mais Comuns da Língua Portuguesa, da Editora Laselva.

Os 10 erros de ortografia mais comuns nas redações de língua portuguesa.

Para auxiliar quem prestará o Enem 2011, a rede ibero-americana de colaboração universitária, Universia Brasil, divulgou um guia com os 10 erros de ortografia mais comuns nas redações de língua portuguesa.

De acordo com a instituição, embora a língua seja a quinta mais falada no mundo, ainda existem dúvidas na hora de escrever uma redação ou pronunciar alguma palavra. Entre os erros apontados está a grafia de palavras e o uso do ç, s, ss e z.

Os erros foram agrupados pelo escritor Eduardo Martins em seu livro Os 300 Erros mais Comuns da Língua Portuguesa, da Editora Laselva.

1 – “Estava paralizado de medo”
O s entre duas vogais nos substantivos também está presente no verbo.
O correto é: Estava paralisado de medo. (de paralisia) 
Outros exemplos:
Vamos analisar os resultados. (de análise)
Carro com catalisador polui menos. (de catálise)
A moda agora é alisar os cabelos. (de liso)

2 – “Relacione todas as excessões”
É comum confundir a grafia do s, ss e ç 
O correto é: Relacione todas as exceções.
Veja outros exemplos de grafias erradas e a forma correta de escrever:
“Advinhar” (correto: adivinhar)
“Ascenção” (correto: ascensão)
“benvindo” (correto: bem-vindo)
“cincoenta” (correto: cinquenta)
“pixar” (correto: pichar)
“xuxu” (correto: chuchu)
“zuar” (correto: zoar)

3 – “A moça não sai do cabelereiro”
Palavra deriva de cabeleira
O correto é: A moça não sai do cabeleireiro. (de cabeleira) 
Outros exemplos:
Era um encontro “prazeiroso” (correto: prazeroso)
Atenção, vamos “manerar” (correto: maneirar)

4- “Eram casas germinadas”
Lembre-se de gêmeos 
O correto é: Eram casas geminadas. (sem r) 
Evite acrescentar letras inexistentes às palavras:
Asterisco (e não “asterístico”)
Beneficência (e não “beneficiente”)
Beneficente (e não “beneficiente”)
Bugiganga (e não “buginganga”)
Mendigo (e não “mendingo”)
Mortadela (e não “mortandela”)
Reivindicar (e não “reinvindicar” ou “reinvidicar”)

5- “Gostava de comida por kilo”
Kilo é uma palavra aportuguesada 
O correto é: Gostava de comida por quilo. (A comida é vendida por quilo) 
Outras palavras já aportuguesadas: batom, camicase, chique, clipe, clube, críquete, cupom, estande, estresse, gangue, gim, golfe, grogue, gueixa, lorde, moletom, ringue, saquê, surfe, tíquete, turfe, xampu.

6 – “Era um deputado bahiano”
Derivados de Bahia não se escrevem com h 
Só existe h em Bahia, mas não nos derivados do nome do Estado.
O correto é: Era um deputado baiano.
Outros exemplos: 
Mora na Bahia.
Tinha muitos parentes baianos.

Nas palavras compostas, Bahia perde o h e a inicial maiúscula: coco-da-baía, jacarandá-da-baía, laranja-da-baía. Da mesma forma, o torcedor do Corinthians é corintiano, também sem h.

7 – “A tijela estava cheia de doces”
Tigela é com g e não com j 
O correto é: A tigela estava cheia de doces. 
Outras palavras com g e não j: 
Afugentar, bege, falange, ferrugem, herege, Hégira, proteger, rabugento, selvageria.

8 – “Comeu uma pizza de calabrezaTerminação “esa” indica origem (de Calábria, Itália)
O correto é: Comeu uma pizza de calabresa.
São as terminações ês, esa e isa que indicam nacionalidade, origem, título de nobreza ou ocupação feminina:
Calabresa, francês, inglesa, japonesa, português, burguesa, camponês, cortês, baronesa, duquesa, poetisa, profetisa.

9 – “Vamos organisar a festa?” Terminação “izar” indica ação de fazer 
A terminação se agrega a um adjetivo ou substantivo terminado em r, l, n ou vogal:
O correto é: Vamos organizar a festa?
Outros exemplos: Banal: banalizar
Cânon: canonizar
Cota: cotizar
Horror: horrorizar
Suave: suavizar

10 – “A moça se dava bem com o padastro A palavra deriva de padre (pai em latim)
O correto é: A moça se dava bem com o padrasto.
Evite também inverter as letras de madrasta (de mater, madre, ou seja, mãe): 
A madrasta fazia a lição com o enteado.

Com informações da Universia Brasil

 

 

FONTE: Terra

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