Lisboa, 12 set (Lusa) – O chefe do Governo de Macau afirmou hoje, em Lisboa, que estão a ser criadas “muitas condições” para que residentes e futuras gerações naquela região possam aprender português.

“A nossa lei básica estipula que o português é uma das línguas oficiais e desde o passado tem sempre sido generalizado e promovido o ensino da língua portuguesa. Estamos a criar muitas condições e oportunidades para que os nossos residentes e gerações futuras possam ter acesso ao ensino da língua portuguesa”, disse hoje o chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Chui Sai On, no final da quarta reunião da comissão mista entre Portugal e Macau, que decorreu na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

O executivo de Macau oferece cursos de português nos vários níveis de ensino nas escolas públicas e apoia as privadas quanto ao pessoal docente e materiais didáticos.

Mas, sublinhou o governante chinês: “Apenas proporcionamos oportunidades, a escolha depende de cada um”.

O reforço da cooperação na educação foi um dos temas em destaque na reunião de hoje, que foi copresidida, pelo lado português, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

“Macau é uma excelente plataforma para a difusão da língua portuguesa em toda a China”, considerou o chefe da diplomacia portuguesa, que saudou a decisão recente das autoridades de generalizar o ensino do português a todas as escolas da Região, sendo um projeto com “prioridade de apoio” do executivo de Macau.

Santos Silva declarou a disponibilidade de Portugal para apoiar a formação de professores.

A nível do ensino superior, o ministro destacou as experiências de intercâmbio de estudantes, “com todo o êxito”, e elogiou a iniciativa de Macau de formar especialistas em língua portuguesa, “garantindo a presença de quadros que sejam também capacitados em língua portuguesa em áreas tão críticas como o direito, as finanças e a gestão, a saúde ou a engenharia civil”.

“Esta é também uma área de forte cooperação entre o sistema de ensino superior português e o sistema de ensino superior de Macau”, salientou.

Na reunião de hoje, também foi abordada a cooperação científica, estando previsto um encontro, a promover por Chui Sai On, entre o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau e o Fundação de Ciência e Tecnologia de Portugal “para criar novas condições para o desenvolvimento da cooperação científica e tecnológica”, acrescentou Santos Silva.

Os dois responsáveis acordaram também aprofundar a cooperação no domínio do empreendedorismo jovem, no âmbito das ‘startups’ (jovens empresas da área tecnológica).

Questionado pelos jornalistas, o chefe do executivo de Macau declarou que as autoridades têm apoiado a Escola Portuguesa de Macau “de várias formas” e vão continuar a “apoiar o funcionamento” da instituição, embora sem especificar de que modo.

JH // VM – Lusa/Fim
O Chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On (E), acompanhado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante um encontro no Palacio de Belém, em Lisboa, 12 de Setembro de 2016. JOÃO RELVAS / LUSA

O Chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On (E), acompanhado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante um encontro no Palacio de Belém, em Lisboa, 12 de Setembro de 2016. JOÃO RELVAS / LUSA

 

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