25 February 2021
O ilustrador Nuno Saraiva (C) tira uma fotografia ao mural da sua autoria momentos antes da cerimónia de inauguração da obra de homenagem ao ex-Presidente da República de África do Sul, Nelson Mandela, no âmbito do centenário do nascimento do estadista, em Lisboa, 18 de julho de 2018. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Francisca Van Dunem assinala necessidade de “manter viva a voz” de Mandela

Lisboa, 18 jul (Lusa) – A ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van Dunem, sublinhou hoje, dia em que se celebra o centenário do nascimento de Nelson Mandela, que celebrar a efeméride “é manter viva a sua voz” e “a coragem da sua determinação”.

Na sessão de homenagem a Nelson Mandela, promovida pelo Ministério da Justiça e pela União Internacional de Advogados (UIA), Francisca Van Dunem acentuou “a dimensão integral de lutador pela causa da liberdade, da não discriminação e da paz”.

Lisboa, 18 de julho de 2018. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

“Assistimos, aqui, nesta singela cerimónia, a um tributo a um homem singular. Um homem que quebrou barreiras – do medo, da violência, do ódio – que desceu aos infernos e subiu ao cume da montanha. Cujo exemplo de vida inspirou gerações e que continuará a inspirar gerações de mulheres e homens em África e em todo o mundo”, referiu.

A ministra da Justiça acrescentou que se celebra o centenário do nascimento de Mandela, primeiro Presidente negro da África do Sul, “num ambiente de incerteza, em que densas nuvens pairam sobre democracias, se fragilizam os valores do Estado de Direto e se reavivam fenómenos de intolerância e discriminação, fazendo pairar sobre o mundo sombras de passados que criamos há muito, enterrados”.

Em 2009, a assembleia-geral das Nações Unidas estabeleceu 18 de julho – data de nascimento do histórico líder sul-africano como Dia Internacional de Nelson Mandela, instando o mundo a assinalar a efeméride, desafiando os Estados a cumprir o seus ideais.

JOP // EL – Lusa/Fim

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