Assim se apresenta no site e, de facto, o objetivo concretiza-se de ano para ano, tal como salienta Micaela Ramon, uma das Vogais do BabeliUM.

“O BabeliUM recebe alunos de variadíssimas nacionalidades”, sendo que estes alunos são diversificados, não só na nacionalidade, mas também nas idades, objetivos e na própria formação académica. Uma vez que as motivações de cada um variam, os próprios cursos são versáteis e estão abertos a todos os que pretendam “adquirir ou aprofundar os seus conhecimentos de língua portuguesa e sobre as culturas que expressam em português”, refere Micaela Ramon.

No que diz respeito às motivações dos estudantes, estas podem ser divididas em duas vertentes. “Por um lado, temos os cursos semestrais Erasmus em que a motivação principal é que os alunos possam aprender mais sobre a língua e a cultura do país de acolhimento para se sentirem em casa”. Por outro lado, os alunos do Curso Anual, frequentam esses cursos “como complemento ‘in loco’ de licenciaturas em Português que fizeram nos seus países de origem”, indica a Vogal.

Estrangeiros em Portugal

Kevin, David e Xu Yang-Estela frequentam o Curso Anual, partilham a mesma sala, no entanto os seus objetivos diferem. Kevin e David de 55 e 52 anos, respetivamente, vivem em Portugal, aproximadamente, há um ano e meio. O primeiro aluno afirmou que entrou para este curso para “sobreviver” em Portugal. Já o que move David é o gosto pelo Evangelho e o desejo de o poder pregar às comunidades lusófonas. Estes são apenas dois exemplos que retratam realidades distintas, mas que utilizam o mesmo meio para atingir o fim.

Estela é uma jovem aluna de 25 anos, natural da China, que habita em Portugal há quatro meses. Vê neste curso uma mais-valia, devido aos vários negócios de Portugal com a China e à importância do domínio de línguas. “Desejo ter um bom emprego!”, afirma.

Os cursos do BabeliUM “apostam em duas componentes”, ambas fundamentais. Uma direcionada para a formação académica de excelência em língua e cultura portuguesa, e outra focada no desenvolvimento de uma vertente humanista que aposta fortemente no conhecimento mútuo, na aceitação e na admiração das diversas culturas que se juntam na UMinho com o propósito de estudarem português. “É uma regra proporcionar um ambiente multicultural que ajuda na boa integração dos alunos”, referiu Micaela Ramon.

Kevin é do País de Gales e considera que a língua é “parecida”, apesar das diferenças. Em termos culturais, considera a cultura rica e bastante interessante.

Para além das aulas teóricas, estes alunos têm a possibilidade de conhecer melhor o país através da oferta de módulos temáticos sobre a História de Portugal ou através da organização de visitas de estudo e outras atividades culturais, tais como o “Magusto”.

Uma visão futurista recheada de expetativas

Apesar do BabeliUM estar a crescer significativamente, as expectativas vão mais além da realidade vivida, prevendo que, no 2º semestre, o Curso Anual duplicará o número de turmas (de três para seis). Em relação aos cursos semestrais, a tendência é que no 2º semestre o número de alunos Erasmus diminua, mas a experiência dos outros anos permite contar com a abertura de oito a dez turmas (tanto em Braga como em Guimarães), finaliza Micaela Ramon.

Foto: Micaela Ramon

close
Subscreva as nossas informações
Partilhar