Queixas sobre atribuição de vistos a estudantes estrangeiros “têm limitações” – MNE

Lisboa, 17 jun 2026 (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, considerou hoje, no parlamento, que as queixas relativas ao atraso na atribuição de vistos a estudantes estrangeiros “têm limitações” e que existem “muitos casos que não são injustiças”.

Questionado pelas deputadas socialistas Elza Pais e Eva Cruzeiro, em audição regimental na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, sobre os atrasos das emissões de vistos a estudantes e trabalhadores – desde que o Governo alterou as regras de entrada e permanência de imigrantes em Portugal -, o MNE respondeu estar a acompanhar a situação, nomeadamente, no que diz respeito aos alunos estrangeiros, com o ministro da Educação, Fernando Alexandre.

“Essas queixas têm muitas limitações. Muitos estudantes, quando questionados, não sabem para que universidade ou curso vêm. Temos de pensar muito nisto”, declarou.

Segundo o governante, há casos de injustiça, em que, indevidamente, existem estudantes que ficam retidos nos aeroportos portugueses. No entanto, acrescentou, “também existem muitos casos que não são de injustiça”, principalmente quando “não se entregam os documentos necessários”.

A deputada Eva Cruzeiro relatou casos em que trabalhadores imigrantes vêm para Portugal com visto de estudante, particularmente da Guiné-Bissau, pois, no país africano, é-lhes dito que assim é mais fácil entrar em Portugal.

Rangel respondeu que esses relatos só lhe dão razão relativamente aos casos que não são “injustiças”.

A lei de estrangeiros, aprovada em julho do ano passado, altera a entrada em Portugal de cidadãos lusófonos, que passam a ter de pedir na origem um visto de trabalho ou de residência para obterem autorização de residência.

NYC (JMC) // MLL – Lusa/Fim

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