O “Dicionário de Luís de Camões” tem coordenação e supervisão de Vitor Manuel Aguiar e Silva e envolveu “mais de meia centena de ensaístas e investigadores numa obra comum, escrevendo mais de 200 artigos”.

Outra das razões apontada pelo júri é de o dicionário ser “uma obra ímpar de geração, atualizando a informação e a interpretação superveniente dos últimos decénios e registando os últimos resultados da investigação camonística”, afirma Liberto Cruz.

Para o júri, constituído por Rosa Maria Martelo, Miguel Real e Liberto Cruz a obra presta “análises plurais, espelhando assim a existência concreta plural de Luís de Camões”.

“O Dicionário resgata o poeta e a sua obra de envolvimentos históricos e ideológicos a que têm estado sujeitos desde o século XIX, utilizando metodologias académicas documentais e textuais rigorosas”, atesta o júri.

O Prémio, no valor de 5.000 euros, é patrocinado pela Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e será entregue na próxima segunda-feira às 18:30 na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.

Diário Digital com Lusa

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