26 February 2021
A Declaração de Maputo dos titulares das pastas de Ciência e Tecnologia reconheceu a necessidade de "concertação e definição de estratégias de cooperação" nos domínios científico e tecnológico.

Portugal “determinado” a apoiar ciência na Lusofonia

O Governo português mostrou-se hoje “determinado” a apoiar as áreas da ciência e tecnologia para promover segurança alimentar nos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que defendem uma maior cooperação nestes setores.

Falando à Lusa no final da segunda reunião extraordinária dos Ministros da Ciência e Tecnologia da CPLP, que decorreu na capital moçambicana, a 20 de junho de 2013, a secretária de Estado da Ciência de Portugal, Leonor Parreira, disse que as autoridades portuguesas mostraram essa abertura durante o encontro.

“Estamos com muita determinação e com muita vontade de o fazer. Isso ficou patente neste encontro”, disse à Lusa Leonor Parreira no final da reunião.

A Declaração de Maputo dos titulares das pastas de Ciência e Tecnologia reconheceu a necessidade de “concertação e definição de estratégias de cooperação” nos domínios científico e tecnológico.

“E temos grandes expetativas em relação aos passos subsequentes que vão ser tomados no intercâmbio dos nossos estudantes, professores e cientistas no sentido de por a ciência e tecnologia ao serviço de todos os Estados membros desta comunidade”, acrescentou.

De acordo com a documento final da reunião, a que a Lusa teve acesso, os ministros da Ciência e Tecnologia da CPLP “decidiram reforçar a agenda de Ciência, Tecnologia e Inovaçao dos Estados membros por forma a tirar partido das sinergias e aproveitar melhor os recursos humanos, financeiros e tecnológicios existentes e empregues em cada Estado membro”.

A propósito, a governante destacou a importância de Portugal nestas matérias, assinalando que o país “tem, neste momento, cientistas de alto nível, fortemente competitivo em termos internacionais, tem instituições de investigação muito bem equipadas, produtivas, diversificadas em várias áreas de ciência e tecnologia”.

Os ministros do setor asseguraram, no entanto, que vão “propor ao Conselho de Ministro que determine uma percentagem das contribuições de cada Estado membro para financiar as atividades e programas de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Estados membros da CPLP”, lê-se na declaração final.

Na cimeira da CPLP, que se realizou a 20 de junho de 2012, em Maputo, Moçambique assumiu a presidência rotativa da organização dos oito países lusófonos apontando como um dos dos sete pontos fortes da direção a segurança alimentar e nutricional.

Falando hoje à Lusa, o ministro da Ciência e Tecnologia de Moçambique, Louis Pelembe, disse que “o desafio da presidência moçambicana da CPLP é usar a ciência e tecnologia como uma ferramenta para que possa ajudar as populações a atingir os seus objetivos em termos económicos e, sobretudo, tendo em conta a segurança alimentar e nutricional”.

MMT // APN – Lusa/Fim

Foto:  Alunos da Escola Secundária Josina Machel num planetário móvel trazido ao país pelo Centro Ciência Viva de Sintra , em Maputo, Moçambique, 28 de novembro de 2012. ANTONIO SILVA / LUSA

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