Ardem Patapoutian, distinguido este ano com o Prémio Nobel da Medicina, recebeu uma bolsa Gulbenkian em 1985 para estudar na Universidade Americana de Beirute.

Ardem Patapoutian é hoje neurocientista no instituto Scripps Research em La Jolla, na Califórnia, e foi premiado esta semana com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina de 2021, juntamente com o investigador norte-americano David Julius, “pelas suas descobertas de recetores para a temperatura e o tacto”, segundo anunciado pelo comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia).

Com este prémio, o comité do Nobel destaca a importância do trabalho de Patapoutian para ajudar a esclarecer como o calor, o frio e o tato podem iniciar sinais no nosso sistema nervoso. O investigador foi responsável pela descoberta de uma nova classe de sensores que respondem a estímulos mecânicos na pele e nos órgãos internos através de células sensíveis à pressão.

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