“Referencial Ensino de Português Língua Estrangeira na China” procura ser um guia orientador “vivo e dinâmico”

O estudo científico, da autoria de Maria José Grosso, Jing Zhang, Catarina Gaspar e Madalena Teixeira, tem a chancela da Universidade de Macau e o Centro Científico e Cultural de Macau e procura ser “uma espécie de guia orientador, um documento de cerca de 200 páginas, que tem como público destinatário professores, investigadores, psicólogos, entre outros”.

A Universidade de Macau e o Centro Científico e Cultural de Macau apresentam em formato online, esta sexta-feira, dia 14 de Janeiro, pelas 19h (hora de Macau) e às 11h (hora de Lisboa), o livro “Referencial Ensino de Português Língua Estrangeira na China” da autoria de Maria José Grosso, professora da Universidade de Macau (UM) e da Universidade de Lisboa, Jing Zhang, também docente da UM, Catarina Gaspar, da Universidade de Lisboa, e Madalena Teixeira, da Universidade de Aveiro.

Em declarações ao PONTO FINAL, a professora da UM Maria José Grosso revela que o novo livro “visa contribuir para um melhor conhecimento do público adulto falante de língua materna chinesa, aprendente de português língua estrangeira”. “Trata-se de um projecto iniciado há alguns anos e espero que seja um documento que possa contribuir para melhor compreensão do público. É o resultado do trabalho de autores portugueses e chineses, e, portanto, de pessoas com um background cultural diferente”, afirmou.

O destinatário deste novo “guia orientador” deve estar inserido em cursos de língua portuguesa a nível da Licenciatura, do Mestrado ou de cursos livres de português, como os do Instituto Português do Oriente (IPOR). “O referencial é um estudo científico que fizemos e não um manual. É, acima de tudo, uma ferramenta de trabalho. Pretende-se facultar aos utilizadores deste documento o máximo de informações, não só aquelas que se encontram nos dados, mas também as que são resultantes de trabalhos de investigação.

A académica assumiu que este referencial pretende ser um produto em “constante construção, passível de actualização na medida em que é vivo e dinâmico”. “Um documento orientador de cerca de 200 páginas, que tem como público destinatário professores, investigadores, psicólogos, entre outros. Para que possam conhecer o contexto em Macau e na China continental”, notou Maria José Grosso.

O livro é o resultado de mais de 1.500 inquéritos quantitativos e qualitativos, em todas as instituições de ensino superior de Macau e algumas do continente. Nele estão contidas respostas a perguntas tão simples como: Será que os alunos chineses da China são iguais aos alunos chineses de Macau? Serão melhores? “Uma das questões recorrentes é essa. E porquê? Será isso verdade? São estas coisas que fomos apurando”, assumiu a professora da UM.

Maria José Grosso conta uma história que se passou consigo durante a sua primeira passagem por Macau durante os anos de 1990 e compara com os tempos actuais. “Estive em Macau de 1990 a 1999 e já na altura fiz alguns inquéritos para trabalhos académicos. Passados 20 anos, apesar das pessoas continuarem a dizer quase a mesma coisa, a realidade não é bem essa. O que acontece é que as pessoas estão habituadas aos chavões que vêm sendo ditos ao longo dos anos”, concluiu a docente que revela ainda que a maioria dos inquiridos assume querer estudar português porque almeja trabalhar na função pública ou porque “saber mais uma língua é útil”.

A apresentação do livro será realizada em formato online híbrido devido à pandemia de Covid-19 e contará com a presença do reitor da Universidade de Macau, Yonghua Song, entre outras individualidades, tanto em Macau como em Portugal.

Pode ser visualizado pelo público no link https://umac.zoom.us/j/92990362167.

Fonte: PONTO FINAL

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