O professor emérito da Universidade do Estado da Austrália Meridional é distinguido com o galardão atribuído pelo Instituto Internacional de Macau pelo importante contributo dado para a preservação do património e da identidade macaense. Henrique d’Assumpção tem trabalho desenvolvido em domínios como a genealogia, a história, a cultura ou a gastronomia macaenses.

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A edição de 2017 do Prémio Identidade, atribuído pelo Instituto Internacional de Macau, vai distinguir o macaense Henrique d’Assumpção, um “filho da terra” radicado na Austrália, país onde leccionou durante décadas na Universidade do Estado da Austrália Meridional.

Num nota enviada aos meios de comunicação social, o Instituto Internacional de Macau explica que órgãos sociais do organismo decidiram atribuir o Prémio Identidade do ano de 2017 a Henrique d’Assumpção “pela sua muito relevante contribuição para a preservação do património e da identidade macaense”.

O organismo liderado por Jorge Rangel sublinha o contributo dado por Assumpção – conhecido pela alcunha de “Quito” no seio da comunidade macaense – em domínios como a genealogia, a história e a cultura macaense. Louvado é também o esforço empreendido pelo galardoado para divulgar conteúdos digitais relacionados com a comunidade maquísta, tanto em língua inglesa, como em língua portuguesa.

Nascido em Macau, Henrique d’Assumpção partiu ainda jovem para a Austrália, país onde conclui os estudos superiores e onde se notabilizou, tanto em termos académicos, como nas funções de relevo que desempenhou ao serviço de várias entidades governamentais.

Uma invejável folha de serviços valeu-lhe vários títulos e comendas honoríficas mas a integração bem-sucedida na sociedade australiana não impediu que o docente da South Australia University conduzisse um trabalho notável em prol da salvaguarda da memória coletiva da comunidade em que nasceu.

Ao longo das duas últimas décadas, “Quito” d’ Assumpção deu um contributo decisivo para a criação “de um repositório permanente para a preservação dos registos culturais e históricos dos macaenses”, conseguindo construir um grande acervo de dados.

No comunicado ontem enviado à imprensa, o Instituto Internacional de Macau salienta o trabalho conduzido por Henrique d’Assumpção com o propósito de ampliar a documentação existente sobre a genealogia das famílias macaenses, enriquecendo-a sempre que possível com fotografias e outras informações.

O distinguido com o Prémio Identidade 2017 recolheu ainda mais duas centenas de receitas de iguarias macaenses e versos, expressões e gravações em patuá, dilatando o acervo de registos no dialeto maquísta já existentes. Se tal não bastasse, Henrique d’Assumpção procedeu ainda à digitalização dos elemento que recolheu, lançando uma plataforma eletrónica com dados e documentação biográfica relativa a mais de 55 mil pessoas, disponibilizando a informação a título gratuito, num esforço aplaudido pelo Instituto Internacional de Macau e tido como “digno dos maiores encómios”. Ler o artigo completo (Ponto Final)

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