2 March 2021
Escola Portuguesa de Macau

O futuro da Escola Portuguesa de Macau

Macau, China, 03 fev (Lusa) – O presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), Miguel Senna Fernandes, disse hoje que é importante saber qual é a sensibilidade do novo Governo de Portugal em relação à Escola Portuguesa de Macau.

Em janeiro, os deputados do PSD eleitos pelo círculo de fora da Europa, José Cesário e Carlos Páscoa Gonçalves, entregaram uma pergunta na Assembleia da República na qual questionaram o Ministério da Educação sobre se prevê alterar a organização e plano curricular da Escola Portuguesa de Macau (EPM), que consideraram ser “um referencial de qualidade no ensino da língua e divulgação da cultura” portuguesas.

Hoje, Senna Fernandes, que falava aos jornalistas à margem da primeira visita de um dirigente do Gabinete de Ligação do Governo Central chinês em Macau à Escola Portuguesa de Macau, afirmou que esta é “uma questão legítima”.

“Naturalmente, haverá outras escolas portuguesas espalhadas pelo mundo, mas obviamente nós batemo-nos por uma causa que é a Escola Portuguesa de Macau. (…) É importante, é necessário também, saber, afinal de contas, o que é que se espera: se haverá alguma coisa [nova] ou se se mantém tudo na mesma em relação à EPM”, disse.

O presidente da APIM acrescentou que a associação, que faz parte da administração da EPM, juntamente com o Estado Português, não estabeleceu qualquer contacto com o Ministério da Educação de Portugal.

Senna Fernandes disse também que “não está à espera de nada”, mas que tem “todo o interesse em saber que tipo de sensibilidade terá o novo ministro da Educação em relação à EPM, se haverá alguma modificação na visão sobre a EPM”.

“Se não houver nada de novo, então ótimo, melhor ainda”, adiantou.

De acordo com os novos estatutos da Fundação da Escola Portuguesa de Macau, publicados hoje em Boletim Oficial, a Fundação Oriente sai da administração, passando a mesma a ser exercida por duas entidades: uma de Macau (a APIM) e outra de Portugal (Ministério da Educação).

O conselho de administração é composto por cinco elementos: três designados pelo Estado Português, através do Ministério da Educação, um dos quais com a qualidade de presidente; um designado pela APIM, com a qualidade de vice-presidente e um quinto escolhido por “mútuo acordo dos demais membros do conselho de administração”, segundo os novos estatutos hoje publicados.

Em declarações à Rádio Macau, José Luís Sales Marques, membro do conselho de administração, disse que estão previstas alterações na Fundação Escola Portuguesa de Macau (EPM).

“Neste momento, a fundação tem um presidente, que é Roberto Carneiro. É provável que, na sequência destes novos estatutos, venha a haver uma atualização da própria direção da Fundação. Haverá uma nova direção, não sei exatamente quando, mas é previsível que isso venha a acontecer, até resultante dessa nova composição”, afirmou.

FV (JH) // VM – Lusa/FimEscola Portuguesa de Macau
Fotos: Sítio da Escola Portuguesa de Macau

 

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