2 March 2021
Mussulo, Luanda, Angola

Instituto Camões-Centro Cultural Português de Luanda comemora 20 anos

A directora do Instituto Camões-Centro Cultural Português, Teresa Mateus, considerou, ontem, em Luanda, que os criadores angolanos de todas as expressões artísticas constituem a essência e a razão de ser e de existir da instituição que dirige.

Em entrevista ao Jornal de Angola, Teresa Mateus falou da política cultural seguida pelo Centro e das perspectivas, sem deixar de fazer um breve balanço dos 20 anos de existência.

Jornal de Angola – Como vai ser a homenagem e quais os atractivos?

Teresa Mateus – A homenagem não tem um formato fechado. É um Encontro no qual os protagonistas são todos os criadores culturais que, de algum modo, deram o seu contributo para construir a história do Camões/CCP. Vamos festejar sob o lema “20 Anos  a Partilhar Cultura em Angola”. A eles caberá a palavra, a eles caberá transmitir como, quando e quantas vezes se cruzaram com o Camões/CCP e que expectativas têm para futuro. Será uma conversa aberta, na qual participarão os criadores das várias expressões artísticas, mas também os jornalistas que têm acompanhado e dado visibilidade à oferta cultural produzida ao longo de duas décadas.

Jornal de Angola – Que importância atribui à relação do Instituto Camões-Centro Cultural Português com os artistas e escritores angolanos em particular?

Teresa Mateus – Os criadores de todas as expressões artísticas, designadamente os artistas plásticos e escritores, são a essência e a razão de ser, e de existir, do Camões/CCP. São os sujeitos activos na materialização de uma estratégia de Partilha, implícita nos objectivos do Camões/CCP. Relativamente aos escritores, será de sublinhar a importância da divulgação da literatura e escritores angolanos, como forma privilegiada de fomento da Língua Portuguesa. Língua global, partilhada por 250 milhões de pessoas espalhadas por vários continentes.

Jornal de Angola – Ao longo dos 20 anos de existência, quais foram os momentos mais marcantes para o Instituto Camões-Centro Cultural Português e porquê?

Teresa Mateus – Embora possamos destacar trabalhos e criadores consagrados que passaram pelo Camões/CCP ao longo destes 20 anos, como António Ole, Van, Jorge Gumbe, Eleutério Sanches, Ana Vidigal, Manuel Rui, Pepetela, e José Mena Abrantes, seria sempre injusto deixar de fora largas dezenas de criadores que deram o seu contributo, sempre especial e único,   para construir esta história. Permito-me apenas aludir a um momento muito particular, pela forte carga dramática e emotiva que envolveu, que  foi a exposição “Absolut ZAN” do saudoso  ZAN. Músico, poeta e artista, veio despedir-se da sua terra-mãe, e da vida, com a sua última exposição no Camões/CCP, após 17 anos de ausência.

Jornal de Angola – Qual é de facto a política do Instituto Camões-Centro Cultural Português?

Teresa Mateus – A política do Camões/­CCP é a promoção da Cultura e da Cooperação, pelo reconhecimento do seu papel preponderante, como factor de desenvolvimento e de aproximação entre países, povos e pessoas. Ler o artigo completo (Jornal de Angola)

CCP Luanda

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