Bragança, 12 jan 2026 (Lusa)- A presidente da câmara de Bragança admitiu, hoje, que poderá ser aberto novo concurso público para a continuidade da obra do Museu da Língua Portuguesa, que já devia estar concluída e está a menos de 30% de execução.
“É um facto que houve incumprimento do contrato atual, porque a empresa não executou nem física, nem financeiramente o contratado, de acordo com o previsto. A obra devia estar concluída e está a menos de 30%”, afirmou Isabel Ferreira, em declarações à Lusa.
O atual executivo, à frente da câmara de Bragança desde outubro, está a fazer um levantamento técnico e financeiro da obra, quer em termos infraestrutural, quer também no que toca aos conteúdos museológicos programados.
De acordo com a autarca, esse estudo ainda está a decorrer, mas tudo indica que será necessário fazer um novo concurso público.
“Irá acontecer certamente se, para assegurar a continuidade da obra, tivermos a conclusão – que é o que tudo parece indicar – que a atual empresa não tem essa capacidade. Depois, claro, teremos, segundo os códigos da contratação pública, de abrir novo concurso”, adiantou.
Isabel Ferreira salientou ainda que a obra tem de ficar concluída, devido a financiamento que já foi atribuído pelo Norte 2030, e, por isso, estará inscrita no orçamento municipal para este ano, que ainda não foi apresentado.
O Museu da Língua Portuguesa, um projeto do município de Bragança, começou a ser construído em 2021, na altura com o social-democrata Hernâni Dias como presidente da câmara. A conclusão estava prevista, inicialmente, para 2023.
No entanto, a empreitada chegou a ir três vezes a concurso público. O terceiro concurso foi lançado em 2022 e a empresa que ficou em segundo lugar contestou o resultado num processo judicial. Depois de dois recursos, o processo foi desbloqueado no início de 2023.
À época Hernâni Dias admitiu à Lusa que seria difícil que o museu ficasse concluído nesse ano, como estava previsto, e sublinhou que o município iria “tentar que [estivesse] concluído no final de 2024″.
Ainda assim, segundo a atual presidente, Isabel Ferreira, a taxa de execução da obra, em 2026, não chega aos 30%.
Devido aos atrasos, a obra que inicialmente custava nove milhões de euros, ultrapassa agora os 16 milhões.
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