Camões IP prorrogou protocolo de cooperação com a Universidade Central da Venezuela

Caracas, 10 dez 2025 (Lusa) – O Instituto da Cooperação e da Língua – Camões IP e a Universidade da Venezuela (UCV), uma das mais importantes do país, assinaram hoje a prorrogação do protocolo de cooperação existente entre ambas organizações.

A assinatura decorreu na sede daquela universidade, tendo Portugal sido representado pelo embaixador João Pedro Fins do Lago e pelo coordenador do Camões IP, Rainer Sousa. A UCV esteve representada pelo reitor Victor Rago Albujas e na cerimónia esteve também presente a vice-reitora, académica e luso-descendente Maria Fátima Garcês.

O protocolo vigorará até 31 de dezembro de 2026 e prevê a criação de um outro protocolo para potenciar o convénio atual, com apoio à docência, a iniciativas culturais e à reativação do Leitorado de Português naquela universidade que tem atualmente 250 estudantes de Língua Portuguesa.

“Hoje é um dia particularmente feliz e importante para a cultura portuguesa na Venezuela. Estamos na UCV, uma referência académica sem par em todo o país, para estender um protocolo de uma cooperação que dura há 31 anos, ao longo dos quais se foi fortalecendo, edificando e estendendo o ensino da língua portuguesa”, começou por explicar o embaixador luso.

João Pedro Fins do Lago precisou que a UCV tem 10 professores de língua portuguesa e que já formou mais de 2.000 diplomados em português, em tradução, interpretação e professores, “o que tem permitido a disseminação da (…) língua [portuguesa]”, aberto as portas no mercado de trabalho e promovido “uma cooperação muito estreita e muito importante entre Portugal e a Venezuela”.

“Este ensino crescente e expansão do português na Venezuela é algo de que a comunidade portuguesa na Venezuela se orgulha imenso. Há menos de quatro anos, havia cerca de 7.000 alunos de português na Venezuela. Hoje são mais de 15.500. Em menos de quatro anos, mais do que duplicou este crescimento (…). Ao fim destas três décadas começa-se efetivamente a ver os muitos frutos que esta árvore que um dia foi plantada está hoje a produzir em todo o país”, disse.

Por outro lado, o reitor Victor Rago Albujas explicou que a renovação do protocolo tem para a UCV “um valor considerável”, tendo ao longo de três décadas “representado uma colaboração frutífera, fecunda no contacto com a língua e a cultura portuguesa”.

“A universidade tem um departamento de língua portuguesa na escola de línguas modernas da Faculdade de Humanidades e Educação, mas o interesse pelo português transcende amplamente esse quadro institucional, porque a comunidade portuguesa no país é muito numerosa, está muito integrada e identificada com o país (…), representa um contributo fundamental no processo histórico de configuração da própria nacionalidade venezuelana”, disse.

Por outro lado, a vice-reitora Maria Fátima Garcês vincou a importância do português, “uma das línguas mais utilizadas naquela universidade, depois do inglês e do francês”.

“Novos projetos surgem com este acordo, porque não queremos apenas apoiar a língua portuguesa, mas também a cultura. É importante, além disso, atualizar-se num contexto nacional onde a comunidade luso-venezuelana é bastante grande”, disse.

Explicou ainda que a UCV foi das primeiras universidades a colaborar com Portugal.

“Esperamos estreitar ainda mais os laços com Portugal e também assinar acordos com universidades portuguesas para promover o intercâmbio de estudantes de língua portuguesa com Portugal. E vice-versa, que estudantes portugueses que estudam espanhol venham para a nossa escola de idiomas”, disse.

FPG // MLL – Lusa/Fim

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