PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

QUEM SOMOS?

Maria Inês Botelho

Decantar em verso e prosa a essência dos países que estão inseridos nos elos da corrente que perfazem a língua portuguesa é penetrar por caminhos e aberturas de sendas que encaminharão para o rever momentos históricos, de grande relevância para o mundo não só das letras, da comunicação, mas também da Economia, da Educação, da Cultura, do desbravar terras e conquistar espaços para apresentar, desenvolver e cristalizar o domínio e produções de diversas nuances.

Estas vertentes traduzem amplo leque de oportunidades para o aprender e o ensinar a viver com todas as suas faces. Trazem incrustrado nas veias e nos corações sonhos avassaladores em suas dimensões de paz, integração social, vivência plural e cidadã.

É ímpar a construção que se tem dos espaços geográficos que envolvem a área da lusofonia, de populações diferenciadas em genes e conhecimentos científicos e empíricos, ligados pelo espírito da lusofonia e língua comum, que é tão bela e sonora e apresenta inclusão de expressões únicas e cativantes.

Trazer à baila a ousadia, a coragem, a competência para o buscar a conquista de novos territórios em tempos e espaços tão longínquos desta aldeia global – que tem tudo à mão, hoje, para visualizar, calcular, pesquisar, decifrar, executar e avaliar – é prestar homenagem a um país, pequeno em extensão territorial mas gigante em demonstrar a força de seus homens em busca de novos mundos. Hoje, com países conquistados tendo independências estabelecidas, o gigante do período de grandes conquistas soma, nos espaços oficiais, a aplicação da língua portuguesa e relacionamentos comerciais e de outras instâncias.

É preciso reconhecer que vários dos países que estão na constelação da língua portuguesa ainda não a disseminam, como deveriam, em seus espaços territoriais. Entram nesta esfera diversos fatores, dentre os quais o domínio da língua inglesa na área comercial internacional, a determinante proposição de manter dialetos e o desejar que a sua cultura, original, mantenha-se viva.

Os países que tratam desta vertente precisam equacionar mais os valores, justificativas, objetivos, programas, dados estatísticos, dentre outros. Sentirão, assim, nesse pesquisar, que a língua portuguesa é de alcance amplo e uma das que mais avançam em crescimento, quer em territórios em que houve domínio ou que, por razões atuais, está presente em outros países e comunidades que mantém essências de suas origens.

É de bom alvitre que se traga à baila, neste momento, a entrada na Organização das Nações Unidas, em dois mil e onze, de solicitação quanto a oficializar a língua portuguesa como língua oficial da ONU pela chancela do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, através de sua Presidente, à época, Maria Inês Botelho, e elaboração pelo companheiro elista, de Niterói (RJ – BR), Waldenir de Bragança.

Claro está que o Governo Português tem trabalhado sobre este tema relevante e procurado dar agilidade a ele. Assim, caso ocorra esta oficialização, destaque e estatura estarão garantidos no cotidiano e o respeito à língua portuguesa alcançará maior dimensão.

Realce deve ser dado, também, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, que tem procurado manter os elos da corrente bem fortalecidos e em conexão contínua, bem como efetivar realizações com penetração nos Governos estabelecidos e interpostos neste círculo.

Os países que integram a Lusofonia, comunidade formada por todos os povos e nações que compartilham a língua e a cultura portuguesas são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Goa, Damão e Diu e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo. Insere-se, inclusive, Guiné Equatorial no uso da língua oficial.

Realço que tem havido realizações de Conferências por diversos países desta conexão linguística, com apoios governamentais. Destaco que, em 2010, participei, a convite do Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF), representando o Elos Internacional da Comunidade Lusíada, de Conferência onde os países que detém laços com a língua portuguesa estiveram presentes.

É preciso que se dê, ainda, maior visibilidade, aplicabilidade e consistência ao sonho de alcançar avanço na escala de maior número de falantes, uma vez que isto gerará negócios ampliados nesta curvatura e vivência plural dividida como entre irmãos. Somente assim, este gigante em ações em épocas de conquistas territoriais terá maior visibilidade e ganhará maior tamanho frente a países que constituem o Bloco de Comando Mundial.

Mas, há que se ressaltar que a língua portuguesa é de beleza incontestável. Tem som, ritmo, melodia, vocabulário riquíssimo e é vista, por mim e por muitos, como uma língua complexa.

Há que valorizarmos esta língua que destaca expressão de Fernando Pessoa: a minha pátria é a língua portuguesa.

Que assim o seja, e para sempre.

Maria Inês Botelho
1ª Secretária
União de Profissionais de Artes, Literatura e Jornalismo UNIJORE
Região de Maringá – PR/BR

 

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