Daniel Sousa, realizador português nascido em Cabo Verde, está nomeado para o Óscar de melhor curta-metragem de animação com o filme “Feral”.

Em declarações na sexta-feira à agência Lusa, o realizador disse sentir-se lisonjeado pela atenção mediática das últimas semanas, por causa do filme.

“Feral” tem 13 minutos e demorou sete anos a fazer. Daniel Sousa explicou que queria “explorar os conflitos interiores do intelecto e do instinto, a sensação de alienação que uma criança sente quando é exposta a um ambiente novo, e a necessidade de se sentir integrado”.

A curta-metragem, que já foi distinguida em diferentes festivais, nomeadamente em Annecy, em França, e no Cinanima, em Espinho, será exibida hoje, pouco antes das 22:00, na RTP2.

SS // MAG – Lusa/Fim

“Feral” conta a história de um menino selvagem, uma criança que se tenta adaptar à civilização, depois de ter sido encontrada num bosque, onde cresceu.

Este é o sexto filme de Daniel Sousa e soma mais de uma dezena de prémios entre os cerca de quarenta festivais de cinema onde foi exibido, nomeadamente o de Annecy (França), onde recebeu três distinções em 2013.

No Cinanima 2012, em Espinho, conquistou o prémio RTP2 “Onda Curta”.

Daniel Sousa nasceu em Cabo Verde em 1974, cresceu em Portugal e em 1986 mudou-se com a família para os Estados Unidos, onde vive.

O realizador, que integra o coletivo Handcranked Films Projects, formou-se na Rhode Island School of Design, onde atualmente dá aulas, depois de já ter lecionado na Universidade de Harvard ou no Art Institute de Boston.

A cerimónia dos Óscares está marcada para 02 de março, em Los Angeles (Califórnia), com apresentação de Ellen DeGeneres.

SS // SO – Lusa/fim

Foto LUSA: 18/07/2013. EPA/PETER STEFFEN


 


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