Chamar-se-á Programa de Mobilidade Lusófona António Vieira, confirmou o jurista à “Vida Económica”, à margem do primeiro congresso empresarial luso-francês recentemente realizado no Porto.

Revelando que a Fundação também vai organizar a primeira edição de uma universidade de Verão “já no próximo ano”, António Vilar explicou que o Programa de Mobilidade Lusófona António Vieira “vai fazer circulares de Portugal por Angola, de Angola por Portugal e Moçambique”, abrangendo “todas as instituições de ensino dos países lusófonos, universidades, públicas, privadas, através de protocolos que já começam a ser estudados e trabalhados”.

Os candidatos “apresentar-se-ão individualmente” e cabe à Fundação colocá-los nas universidades, institutos superiores ou até nas empresas. Há, aliás, “muitas empresas com as quais já falamos e que estão disponíveis para receber os estudantes”, garante António Vilar, frisando que “os estudantes não têm necessariamente de vir para uma universidade, porque eles não precisam de vir aprender português”. Podem, portanto, “vir para uma empresa aprender numa área mais específica, técnica”, uma vez que esse programa de mobilidade “terá mais essa vertente, seja qual for a formação das pessoas”. O princípio é, pois, as pessoas “circularem entre países, não para aprender a língua portuguesa, que já conhecem, mas para muito mais do que isso, pois este é um programa muito mais complexo”.

 

Fonte: CRUP

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