Elizabete Cardoso, diretora de relações externas da Nova SBE, disse à Lusa que a faculdade “tem estado a posicionar-se como a escola que faz a ponte entre mercados asiáticos e África”, embora os novos programas também sejam abertos a alunos de outras latitudes.

“Cada vez mais há empresas interessadas no mercado africano. As pessoas têm vontade, intenção de ter carreiras profissionais nestes mercados, e nós temos o know-how”, disse a professora da Nova SBE.

Segundo Elizabete Cardoso, está “tudo preparado para avançar com os programas” e já decorrem esforços de recrutamento e inscrições, estando a ser ultimados acordos de integração com universidades.

Estes acordos são necessários para os programas duais, que obrigam a que os créditos obtidos na Nova sejam reconhecidos pelas faculdades de onde chegam os alunos, e vice-versa.

A Nova SBE fechou acordos com a Shanghai International Studies University e a Beijing Foreign Studies University, que representam um mercado potencial de 200 alunos, segundo a responsável pelas relações externas, mas quer mais quatro acordos até final do ano.

“Precisamos de continuar a desenvolver acordos, de divulgar os programas junto das autoridades chinesas e outras asiáticas”, disse Elisabete Cardoso.

A Graduação Dupla em Português e Negócios, prevê que os alunos façam dois anos na faculdade de origem e outros dois na Nova SBE, com cadeiras como “Português para Negócios”, “História Económica do Mundo Lusófono”, além de outras mais especificamente do campo económico e confere aos alunos uma licenciatura em gestão com especialização em português pela Nova.

Há ainda um programa de um ano de estudos no estrangeiro, que dá aos alunos, de gestão ou de língua portuguesa, um certificado em português e negócios, pela Nova.

Um quarto programa é apenas de verão, na área dos negócios em língua portuguesa.

“Os alunos podem esperar ingressar numa escola internacional, conhecer pessoas de todo o mundo, desenvolver português técnico ligado à gestão e ter contacto com empresas, no mercado português e outros mercados lusófonos”, disse a Elizabete Cardoso.

“Prepararemos estas pessoas para trabalhar para Angola e Moçambique”, e, no final, os alunos poderão fazer estágios de seis meses nestes países e no Brasil, adiantou.

A Nova SBE abriu recentemente uma escola de negócios em Moçambique, depois de ter marcado presença em Angola e Brasil.

Segundo Elizabete Cardoso, a prioridade agora é “consolidar os quatro mercados”.

 

PDF //JMR.

LusA/Fim

Foto: Aluno chinês durante uma aula de português, 3 de novembro de 2010, PAULO CUNHA / LUSA

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