O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou hoje que a classificação da Universidade de Coimbra como património mundial da UNESCO beneficiará “a economia, o turismo, o conhecimento e o cosmopolitismo” da cidade, mas também é “muito prestigiante” para Portugal.

“É um grande dia para Portugal e para Coimbra. A meritória candidatura a património mundial passou com brilho e beneficiará” a cidade em várias áreas, afirmou Paulo Portas numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

O ministro agradece “o trabalho impecável” não apenas do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), da Comissão Nacional da UNESCO e da embaixada, como também “o trabalho incessante dos promotores da ideia, desde a autarquia até à Universidade.

“O sucedido hoje na UNESCO é muito prestigiante para Portugal”, frisou.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros acrescentou que esta distinção é um “reconhecimento internacional, que agora é muito justamente atribuído a Coimbra”.

Para o ministério, constitui um “motivo de orgulho e regozijo” para a cidade e para o país e “dá conta da confiança da UNESCO na capacidade de o Estado para preservar o valor dos seus bens patrimoniais”.

O Comité do Património Mundial, reunido no Camboja, deliberou esta manhã que o bem “Universidade Coimbra. Alta e Sofia”, proposto por Portugal, possuía inquestionável valor universal excecional e que merecia ser classificado como Património de toda a Humanidade, refere o MNE no comunicado.

A candidatura a Património Mundial foi preparada pela Universidade de Coimbra, em parceria com a Câmara Municipal de Coimbra e outras entidades locais

Em fevereiro de 2012, o Grupo de Trabalho Interministerial para a Coordenação e Acompanhamento das Candidaturas de Bens Portugueses à Lista do Património Mundial considerou que a candidatura reunia os requisitos exigidos e o dossiê foi entregue no Centro do Património Mundial da UNESCO para avaliação no ciclo 2012-2013.

O relatório da missão de avaliação levada a cabo pelo ICOMOS, entidade avaliadora que trabalha em parceria com a UNESCO, em setembro de 2012, reconheceu o valor deste bem, apesar de colocar algumas questões a que Portugal respondeu em devido tempo e que foram bem aceites, adianta o MNE no comunicado.

Com a inclusão na Lista do Património Mundial, Portugal fica obrigado a seguir as recomendações do Comité de modo a preservar o bem agora inscrito.

A área agora classificada pela UNESCO está situada em duas zonas do centro histórico da cidade de Coimbra, uma na encosta da cidade, a Alta, e a outra na parte baixa, a Sofia.

Além de edifícios ligados à cidade universitária, incluindo a Biblioteca Joanina, dento da área inscrita estão ainda incluídos dois monumentos nacionais de extrema importância, como o Mosteiro de Santa Cruz e a Catedral ou Sé Velha, que detiveram um papel preponderante na história da Universidade de Coimbra.

HN // NS – Lusa/fim

 

Fotos:

– Coimbra

– Universidade de Coimbra. Coimbra, 16 de junho de 2013. PAULO NOVAIS / LUSA

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