Todos os anos, aquele organismo escolhe e premeia os melhores livros de língua portuguesa, para os leitores mais novos, e que tenham sido publicados no mercado brasileiro no ano anterior.

Ondjaki foi premiado na categoria “literatura em língua portuguesa” com o livro “Uma escuridão bonita”, publicado em Portugal pela Editorial Caminho e, no Brasil, pela editora Pallas.

Com trabalho gráfico e ilustração de António Jorge Gonçalves, o livro regista a conversa entre dois adolescentes, que ensaiam o primeiro beijo no meio da escuridão, em Luanda, quando não havia eletricidade.

Ondjaki, nascido em Luanda, em 1977, já tinha sido distinguido antes por aquela fundação brasileira: em 2012, com “A bicicleta que tinha bigodes” e, em 2010, com “AvóDezanove e o segredo do soviético”.

No ano passado, o autor angolano recebeu em Portugal o Prémio Saramago, pelo romance “Os transparentes”.

Em 2012, “A bicicleta que tinha bigodes” valeu-lhe o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância.

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil é a representante do Brasil no Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY, na sigla original inglesa).

Estes prémios destinam-se, segundo a fundação, a promover a leitura entre os mais novos e a produção de livros de qualidade neste segmento.

SS // MAG – Lusa/Fim

Foto de arquivo datada de 18 de março de 2009 do escritor angolano Ondjaki, de 36 anos, ANGOP/LUSA