24 February 2021
Comemorações do 13.º aniversário da restauração da independência timorense, em Maliana, Timor-Leste, 20 de maio de 2015. ANTÓNIO SAMPAIO/LUSA

Ultrapassar obstáculo da língua é central para cooperação luso-timorense na defesa

Díli, 19 mai (Lusa) – O novo programa quadro da cooperação técnico-militar entre Portugal e Timor-Leste, a vigorar em 2017, deve ser mais pragmático, com objetivos mais claros e apostar em ultrapassar obstáculos como o da língua, disse hoje o ministro da Defesa português.

“Portugal pode fazer o que tem feito até aqui, olhando para a cooperação técnico-militar de uma forma mais pragmática, com objetivos mais claros e uma análise de vantagem-custo mais visível para as duas partes”, afirmou Azeredo Lopes

“Portugal considera desde há muito que a ideia da cooperação não é uma ideia qualquer de proteção ou paternalismo é uma relação de vantagens e obrigações reciprocas e é essa abordagem mais madura que temos agora que trabalhar até ao fim do ano para se assinar o programa quadro”, explicou.

Azeredo Lopes disse que a cooperação no plano técnico-militar “tem corrido bem”, com obstáculos que importa resolver para garantir a sua ainda maior eficácia.

“Um dos principais obstáculos foi a questão linguística. A língua é tanto uma ponte como pode ser um obstáculo e este ponto tem que ser trabalhado”, afirmou.

O ministro recordou que o programa existente já previa a criação de um laboratório de línguas no centro de formação militar em Metinaro, para onde Portugal canalizaria professores e formadores para colmatar as carências nesta questão da língua.

“É de esperar que o laboratório seja incluído no próximo quadro, sob pena de a cooperação não ser cumprida em pleno”, disse.

No que toca à componente naval, Azeredo Lopes mostrou-se “impressionado pela positiva” depois de visitar Hera, onde está instalado este componente das forças de Defesa timorenses.

“Há ainda muita ambição por parte de Timor, do ponto de vista de capacitação, de mais real fiscalização das suas águas territoriais, sobretudo na parte sul. Isso implica investimentos muito significativos”, disse.

Azeredo Lopes falava à margem da XVII reunião dos ministros da Defesa que decorre em Díli.

ASP // PJA – Lusa/Fim

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Um comentário
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    20 Maio 2016 at 10:00 -

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