As relações bilaterais “eram, são e serão sólidas” e caracterizam-se pelo “respeito e por interesses económicos e culturais”, disse à Lusa o governante tunisino Faysal Gouia, que se encontra em Lisboa para participar, hoje e terça-feira, no Fórum Lisboa, uma iniciativa do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa que vai debater os cenários pós-“primavera árabe”.

Portugal “é um dos investidores na Tunísia”, principalmente na década de 1990 e no início dos anos 2000, recordou o representante da diplomacia daquele país magrebino, que considerou no entanto que, a nível económico, é possível “fazer mais e melhor”.

A nível político, “há sempre coordenação” entre os dois países, com Portugal a ser “uma das vozes da Tunísia no seio da União Europeia”, acrescentou Gouia, que recordou as visitas recentes dos chefes da diplomacia de ambos os países.

Portugal e a Tunísia estão a preparar uma cimeira entre chefes de governo, a decorrer ainda no final deste ano ou início de 2015, em que serão debatidas “todas as cooperações bilaterais, aos níveis político, económico, comercial, de investimento, de turismo, de cultura, de saúde, de educação ou ambiente”, adiantou.

Se, a nível político e económico, as relações estão a progredir, falta apostas nas ligações entre os povos, “melhorando as relações culturais”, defendeu o secretário de Estado.

O governo tunisino quer introduzir o ensino do português no nível secundário – para o qual garante haver interesse dos estudantes -, sendo necessário que Portugal forneça os professores.

Por outro lado, o executivo pretende apostar no turismo, que considera “uma das melhores formas de promover ambos os países para ambos os povos”.

“Testemunhei a beleza do vosso país, que tem muito potencial e um povo muito simpático. A Tunísia também é um país muito bonito. Podemos juntar os nossos esforços para promover o turismo para o bem-estar dos povos e deste setor”, sublinhou.

 

JH // PGF – Lusa/fim

Foto: LUSA

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