Bissau, 18 mai (Lusa) – Três formações políticas da Guiné-Bissau rubricaram hoje um acordo com o qual prometem cooperar no parlamento tendo em vista viabilizar as ações do próximo Governo a ser formado no país.

O acordo foi proposto pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e assinado também pelo Partido da Convergência Democrática (PCD) e pela União para Mudança (UM).

Formalmente com uma maioria absoluta no Parlamento com 57 dos 102 mandatos, o PAIGC enfrenta divergências internas, tendo neste momento 15 deputados da sua bancada abandonado as orientações do partido.

Os 15 deputados aliaram-se ao Partido da Renovação Social (PRS), que lidera a oposição, para formarem uma nova maioria.

Perante este cenário, o partido deixa de contar com o número suficiente de deputados para viabilizar as iniciativas do Governo e o Presidente guineense, José Mário Vaz, deu ao PAIGC até quinta-feira para que lhe apresente provas de estabilidade.

O PCD tem dois deputados e a UM conta apenas com um parlamentar pelo que mesmo com os três parlamentares e sem os 15 deputados dissidentes o PAIGC deixa de ter a maioria, embora a liderança do partido tem entendimento contrário.

O líder do partido, Domingos Simões Pereira notou que a assinatura do acordo “é uma mera formalidade” já que o seu partido sempre promoveu o princípio de inclusão doutras forças políticas na governação.

O acordo de incidência parlamentar na prática serve para garantir que os três partidos estarão alinhados no Parlamento e os mesmos irão integrar o futuro Governo.

Embora os seus nomes constem do documento, o PRS (41 deputados) e o PND (Partido da Nova Democracia, com um mandato) não rubricaram o acordo.

O Presidente guineense prossegue na quinta-feira as auscultações aos partidos com representação parlamentar tendo em vista a indigitação do novo primeiro-ministro depois de ter exonerado, no dia 12, Carlos Correia.

MB // JPS – Lusa/Fim

 

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