25 February 2021
Um timorense observa a prmeira página de um jornal que noticia os resultados das eleições legislativas quando apenas na passada madrugada se terminaram de contar os votos em Timor-Leste, com a vitória por curta margem da Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin) frente ao Congresso Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT). Díli, Timor-Leste, 24 de julho de 2017. NUNO VEIGA/LUSA

Timor-Leste/Eleições: Fretilin vence por margem mínima de mil votos

Díli, 23 jul (Lusa) – A Fretilin venceu as legislativas timorenses de sábado com uma vantagem de cerca de mil votos em relação ao CNRT, segundo a contagem final dos boletins divulgada pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE).

Segundo os dados do STAE, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), de Mari Alkatiri, obteve 168.422 votos e o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, conseguiu 167.330. Aplicando o método de Hondt, a Fretilin terá 23 deputados e o CNRT terá 22 no Parlamento Nacional, onde há um total de 65 lugares.

A terceira força mais votada foi o Partido Libertação Popular (PLP), do ex-Presidente Taur Matan Ruak, que conseguiu 60.092 votos (oito deputados), seguindo-se o Partido Democrático (PD), com 55.595 votos (sete deputados) e o Khunto, com 36.546 votos e cinco deputados.

A Fretilin liderou a contagem desde o arranque mas, durante o dia de hoje, responsáveis do CNRT chegaram a reivindicar vitória, com base nos números da sua própria contagem.

Ainda assim, enquanto a Fretilin esteve durante toda a noite em celebração na sua sede – o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri, fez mesmo uma reivindicação de vitória horas antes do fecho da contagem -, na sede do CNRT o ambiente era mais sombrio.

A contagem de votos terminou quase 35 horas depois do fecho das urnas, quando funcionários eleitorais digitaram a última ata corresponde ao último centro de votação do município de Díli.

Em termos regionais, a Fretilin venceu nos três municípios do leste – Baucau, Lautem e Viqueque – e no enclave de Oecusse, ficando em segundo lugar nos restantes municípios, com exceção de Covalima, onde foi a terceira força mais votada.

A maior vitória da Fretilin foi em Viqueque, onde obteve 52,92% dos votos, e a menor foi em Ainaro, onde reuniu 18,02%.

O CNRT, por seu lado, venceu em Aileu, Ainaro, Bobonaro, Covalima, Díli, Ermera, Liquiçá, Manatuto e Manufahi, ficando em segundo em Lautem, Oecusse e Viqueque e em terceiro em Baucau.

O melhor resultado do CNRT foi em Aileu (40,95% dos votos) e o pior em Baucau (9,87%).

Já a estreante e agora terceira força política do país, o Partido de Libertação Popular (PLP), ficou em segundo lugar em Baucau e em quarto em Aileu e Lautem. Baucau deu a melhor votação ao PLP (30,12%).

O Partido Democrático (PD) obteve o seu melhor lugar em Covalima, onde foi segundo, ficando em terceiro em seis municípios e em quarto em três.

Igualmente estreante no parlamento, o Khunto ficou em terceiro em Aileu e Viqueque e em quarto em sete municípios.

Votaram 583.956 eleitores, ou 76,74% de todos os recenseados, com a maior taxa de participação a registar-se em Aileu (85,68%) e a mais baixa na capital (74,64%).

Os resultados finais têm ainda de ser certificados pelo Tribunal de Recurso.

Estas foram as primeiras legislativas timorenses organizadas exclusivamente pelas autoridades de Timor-Leste, que já as consideraram as eleições mais tranquilas de sempre no país, não havendo registo de incidentes graves na campanha, votação e escrutínio.

ASP // MP – Lusa/Fim
Funcionários arrumam as urnas após serem inseridos os dados das atas, na sala onde o destino da governação de Timor-Leste está a ser conhecido, ata a ata, ao lado do edifício principal da administração municipal de Díli onde se acumula um comboio de urnas dos 83 centros de votação de Díli, 23 de julho de 2017. (ACOMPANHA TEXTO DO DIA 23 DE JULHO DE 2017) NUNO VEIGA/LUSA

Funcionários arrumam as urnas após serem inseridos os dados das atas, na sala onde o destino da governação de Timor-Leste está a ser conhecido, ata a ata, ao lado do edifício principal da administração municipal de Díli onde se acumula um comboio de urnas dos 83 centros de votação de Díli, 23 de julho de 2017. (ACOMPANHA TEXTO DO DIA 23 DE JULHO DE 2017) NUNO VEIGA/LUSA

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