“Nós ainda continuamos com alguns problemas, sobretudo no domínio da língua e, por isso, temos envidado esforços na formação de professores”, disse Virgílio Smith durante a cerimónia de assinatura do protocolo entre Timor e Portugal no âmbito do Projeto Partilha Pedagógica.

O acordo foi assinado na presença do ministro da Educação português, Nuno Crato, na Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, na presença dos 28 professores timorenses que chegaram agora a Portugal, onde vão permanecer durante dois meses e meio, destacados em várias escolas de todo o país.

O vice-ministro da Educação de Timor Leste recordou o acordo com as universidades do Minho e de Aveiro que levou à implementação do curriculum nacional de Timor-Leste e que já em 2013, um primeiro grupo de 20 professores timorenses recebeu formação em Portugal.

“Para o próximo ano vamos implementar o curriculum no 12º ano e, por isso, decidimos trazer mais professores, que vão ficar isolados do ambiente timorense. Para falarem mais português”, sublinhou o governante timorense.

Para Nuno Crato, a aprendizagem do Português “é uma coisa fundamental” porque “une as pessoas”, referindo-se às várias línguas que se falam em Timor-Leste, que tem como línguas oficiais o tétum e o português.

“Eu acho que Timor daqui a uns anos vai ser uma nação próspera. Vocês têm petróleo e têm professores”, disse Nuno Crato durante o discurso de receção dos professores timorenses.

PSP // APN – Lusa/fim

 


Fotos:

– O ministro da Educação, Nuno Crato (D) cumprimenta o vice-ministro do Ensino Secundário de Timor Leste, Virgílio Simith (E).

– O ministro da Educação, Nuno Crato (D) cumprimenta dois professores Timorenses na cerimónia de celebração de um protocolo com o Ministério da Educação de Timor Leste, no âmbito do Projeto Partilha Pedagógica, ao abrigo do qual 28 docentes timorenses que realizam até dezembro um estágio em escolas secundárias portuguesas. Escola Secundária Rainha D. Leonor, Lisboa, 8 de outubro de 2013. MIGUEL A. LOPES/LUSA

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