A emissão começou com 33 minutos de atraso (às 17:33 locais – 19:33 em Lisboa) e foi para o ar pela mão do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, que, num ato simbólico, clicou o rato de um dos computadores da régie da TCV.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração da TCV, Emanuel Moreira, indicou que o novo canal é fruto de uma parceria com a produtora francesa de distribuição de conteúdos Thema e que, em Portugal, será distribuído, “on demand”, pelas três maiores operadoras locais – Cabovisão, Meo e Zon.

Emanuel Moreira salientou que, após Portugal, a TCV pretende estender o canal internacional a França, via Thema, Angola e África do Sul, via Multichoice, e Estados Unidos, através das diversas empresas que estão próximas da maior comunidade cabo-verdiana da diáspora, os estados da costa leste norte-americana.

O novo canal, em fase experimental há um mês, vai emitir 24 sobre 24 horas e tem por modelo o utilizado pela RTP nos canais África e Internacional, com parte da programação da “televisão mãe” – TCV – e produção própria de conteúdos, que serão repetidos face aos diferentes fusos horários.

“É um projeto desejado há muito pela diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo, que quer ver a sua cultura, entretenimento e informação na televisão”, disse Emanuel Moreira, salientando que o investimento é mínimo, pois envolve todos os funcionários da Rádio e Televisão de Cabo Verde (RTCV) e da TCV.

José Maria Neves, por seu lado, adiantando que, com o canal Internacional da TCV, se fez um novo capítulo na história do arquipélago, salientou que tudo o que se puder fazer para unir a nação global cabo-verdiana “é bom para Cabo Verde”.

“Precisamos de construir novas pontes, quebrar as fronteiras, todos os limites, para que possamos integrar toda esta nação global, todas as comunidades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo”, afirmou.

“Devemos continuar a investir, sobretudo na aposta da qualidade e numa boa informação, objetiva e bem feita, para que a comunidade possa acompanhar mais de perto o que se passa nas ilhas”, acrescentou, desdramatizando os custos da iniciativa.

Nesse sentido, José Maria Neves salientou que a TCV Internacional trará novas oportunidades, uma vez que não se pode avaliar os investimentos apenas pelos custos.

“Vão abrir-se muitas oportunidades. Os bancos e as empresas de telecomunicações, por exemplo, poderão fazer os seus negócios com a diáspora e as empresas de cabo-verdianos na diáspora poderão fazer os seus negócios em Cabo Verde através da TCV Internacional”, concluiu.

A TCV Internacional é o quarto canal da RTC, que congrega a TCV, a Rádio de Cabo Verde (RCV) e a RCV+, bem como o portal www.rtc.cv.

Além de José Maria Neves e de Emanuel Moreira, estiveram presentes na cerimónia os ministros cabo-verdianos dos Assuntos Parlamentares (que tutela a Comunicação Social), Rui Semedo, e das Comunidades, Fernanda Fernandes, bem como o corpo diplomático acreditado na Cidade da Praia.

 

JSD // HB – Lusa/Fim

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