José Domingos Pedro referiu que este grupo viaja na próxima terça-feira para a província do Uíje, para dar continuidade aos trabalhos de formação e recolha de elementos, igualmente realizados em Cabinda, Cuanza Sul, Huíla e Cunene.
Um despacho do Ministério da Cultura de Angola autoriza a contratação de investigadores nacionais e estrangeiros para a elaboração do Atlas Linguístico de Angola. Este insere-se no Projeto de Investigação sobre o “Mapeamento Linguístico de Angola”, previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.
De acordo com José Domingos Pedro, o país não tem especialistas de mapeamento linguístico, havendo necessidade de se recorrer a investigadores estrangeiros para apurar quantas línguas existem e o número de variantes.
“Este trabalho visa ajudar sobretudo o Ministério da Educação na política de inserção das línguas nacionais no ensino, agora mais fácil com o resultado do censo populacional”, frisou.
O português é a língua oficial de Angola, mas existem ainda quase duas dezenas de línguas nacionais, estando já oficializadas seis, casos do umbundu, kimbundu, kikongo, tchokwe, oxikwanhama e mbunda.
Além destas, o nganguela, oxiherero, nyaneka e várias outras aguardam pela atribuição do mesmo estatuto, de línguas nacionais.

NME // APN – Lusa/Fim

Fotos LUSA:

– Mulheres angolanas com roupas tradicionais durante a visita do Papa João Paulo II em 5 de junho de 1992. ACACIO FRANCO/LUSA

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