3 March 2021
O ministro da Cultura, João Soares (C), acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Guilherme Pinto (D) e pela presidente da Assembleia Municipal, Palmira dos Santos Macedo (E), durante a Visita à exposição “Desejo, tensão, transição – Percursos do Design Português”, integrada na programação da bienal Experimenta Design, 28 dezembro 2015, em Matosinhos. ESTELA SILVA/LUSA

Souto de Moura projeta Museu da Diáspora e da Língua Portuguesa em Matosinhos

Matosinhos, Porto, 11 mar (Lusa) – O Museu da Diáspora e da Língua Portuguesa, de nome Cais e a ser construído em Matosinhos, vai ser projetado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, adiantou hoje à Lusa o presidente da câmara.

“Escolhemos o arquiteto Eduardo Souto de Moura porque é um Prémio Pritzker [considerado o mais importante da arquitetura] e porque vai engrandecer e valorizar, ainda mais, o projeto”, considerou Guilherme Pinto.

A Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto, vai criar o Museu da Diáspora e da Língua Portuguesa, que ficará instalado numa antiga fábrica, e terá um investimento superior a 2, 5 milhões de euros, o que incluiu a reabilitação, mas não a aquisição do edifício.

O projeto está a ser encabeçado pela antiga ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, sendo pretensão da autarquia inaugurar este novo espaço museológico em 2017.

O independente Guilherme Pinto lembrou que o arquiteto português tem projeção internacional, sendo isso também “um motivo de atração”.

Eduardo_Souto_de_Moura“Tem [Eduardo Souto de Moura] colaborado intensamente com o concelho de Matosinhos, mas ainda não tínhamos uma obra dele cá, tirando a marginal, e queríamos muito ter uma. Daí o convite”, justificou o autarca independente.

O autarca revelou ainda que o arquiteto português ficou “muito agradado” pelo convite, tendo-o aceitado “logo” de imediato.

Guilherme Pinto explicou que quer uma “obra marcante” e de dimensão nacional porque o museu “vai celebrar a língua portuguesa e a aventura da portugalidade pelo mundo fora”.

“As conquistas dos portugueses, a influência dos portugueses na língua ou as histórias de sucesso dos que saíram estarão expostas no museu”, adiantou.

E acrescentou: “Parece que estamos em sintonia com o discurso do Presidente da República quando ele diz que devemos celebrar a portugalidade e, no fundo, é isso que nos queremos fazer em Matosinhos”.

Viúvas de pescadores. Foto de Nelson

Viúvas de pescadores. Foto de Nelson

SYF // JGJ – Lusa/Fim

 

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