4 March 2021
Cavaco Silva sugere «bolsa única» de recursos a favor da língua. Paulo Portas disse que o «enorme valor económico» tornará «inevitável» a sua ascensão como idioma internacional de trabalho.

Sessão Solene de Inauguração da Sede da CPLP

O Presidente da República (PR) sugeriu hoje a criação de “uma bolsa única de recursos humanos e financeiros” no seio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa para apoiar a promoção de língua portuguesa e programas de cooperação entre membros.

Discursando na cerimónia de inauguração da nova sede da CPLP, Cavaco Silva reiterou que o português é “um idioma de que há muito justifica a sua elevação oficial a língua oficial nos diferentes organismos internacionais de que são membros os Estados da CPLP, começando, desde logo, pelas próprias Nações Unidas”.

A este propósito, o Presidente lembrou o seu discurso feito em português no primeiro debate aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas sob presidência portuguesa, em Nova Iorque.

 

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Cavaco Silva apelou a um maior envolvimento da sociedade civil na CPLP, destacando que o ensino da língua portuguesa deve ser uma prioridade.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, apontou hoje a língua portuguesa como o maior atractivo da comunidade lusófona, sublinhando que o «enorme valor económico» tornará «inevitável» a sua ascensão como idioma internacional de trabalho.

«Um dos pontos mais atractivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem a ver com o facto de o Português ser uma língua que vai triunfar na globalização. É falado em quatro continentes, é a sexta língua mais falada no mundo e a terceira língua de origem europeia mais influente (…). Dentro de algumas décadas, 350 milhões de pessoas falarão Português em todo o mundo e isso torna inevitável a ascensão do português como língua internacional de trabalho e tem um valor económico enorme», disse Paulo Portas.

O chefe da diplomacia portuguesa falava aos jornalistas no final da inauguração oficial da nova sede da organização lusófona, que hoje juntou em Lisboa individualidades dos oito países da organização – Portugal, Angola, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Paulo Portas, que durante a sessão oficial ouviu do secretário-executivo da CPLP agradecimentos pelo empenho na obtenção da nova sede da organização, sustentou que «uma organização internacional que quer ser respeitada tem que ter uma sede prestigiada».

«O tema da sede internacional da CPLP estava parado há muito tempo porque muitas vezes a burocracia e a inércia fazem o seu caminho e é preciso sobrepor-lhes a vontade política», disse, adiantando que a nova sede terá «custo zero».

 

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A nova sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, no Palácio Conde de Penafiel, foi esta manhã inaugurada em Lisboa.

O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, e o vice-presidente da República de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, descerraram, na presença de personalidades dos Estados-membros da organização, a placa que assinala a ocasião.

Para a tarde desta segunda-feira está prevista uma reunião extraordinária do conselho de ministros da CPLP, com as situações na Guiné-Bissau e Guiné Equatorial e a segurança alimentar nutricional em agenda, este, de acordo com o assessor de imprensa da organização, António Ilharco, um dos temas fortes para próxima cimeira, marcada para julho em Maputo, Moçambique.

No âmbito da inauguração da sede vai ter lugar um colóquio subordinado ao tema CPLP – Uma Oportunidade Histórica, no qual participarão antigos presidentes dos Estados-membros como Jorge Sampaio, Mário Soares, Joaquim Chissano e Pedro Pires.

Durante a cerimónia que decorreu esta manhã, Cavaco Silva sugeriu a criação de «uma bolsa única de recursos humanos e financeiros» na Comunidade de Países de Língua Portuguesa para apoiar a promoção de língua portuguesa e programas de cooperação entre os membros da organização.

«A língua portuguesa há muito justifica a sua elevação a língua oficial nos diferentes organismos internacionais de que são membros os Estados da CPLP, começando, desde logo, pelas próprias Nações Unidas.

 

Ler artigo completo (A Bola)

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