Agora com um maior envolvimento de entidades públicas, como o Instituto Cultural e a Fundação Macau, “ o festival ganha massa crítica e aventura-se em novos campos”, com a presença de autores franceses, uma competição de poesia a par com o concurso de contos, uma feira do livro, teatro, artistas plásticos em residência artística e concertoss. “Como outros antes de nós disseram, o que já fiz não me interessa: só penso no que ainda não fiz. É esse o espírito que nos anima. Sim, este festival não será como o primeiro”, disse Ricardo Pinto.

Ricardo Pinto começou por prestar homenagem e referir “a grande perda para Macau que foi o falecimento ontem (sábado) de Manuel Vicente, muito justamente tido como «O Arquitecto de Macau»”. O Director do Rota das Letras descreveu o arquitecto como “homem de uma inteligência viva e um singular sentido de humor” que ajudou “ muitas gerações a pensar Macau, fez muita gente amar Macau”.

O Vice-Presidente do Instituto Cultural e Director-Adjunto do Rota das Letras, Yao Jing Ming, agradeceu a presença aos convidados dos diversos países e realçou que Macau tem uma diversidade cultural rica, “os seus escritores vêm de países diferentes e têm origens e culturas diferentes”, então, “como podemos definir a literatura de Macau?”, questionou. Yao Jing Ming acrescentou que “existem ainda disputas e essas disputas vão continuar”, e desafiou os participantes: “talvez os nossos convidados especialistas no mundo literário possam discutir e responder”.

A representante da Fundação Macau presente na cerimónia, Zhong Yi Seabra de Mascarenhas, afirmou que “ a Fundação Macau entende que, hoje em dia, a nossa cidade está a sentir cada vez mais as influências da globalização”. Pelo que o Festival Literário de Macau – Rota das Letras, “criou não apenas um espaço de intercâmbio entre as diferentes culturas, como também criou novas oportunidades para mostrar ao exterior o que hoje se faz em Macau, nomeadamente, no mundo da literatura”. Ler mais.

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