A 1ª Reunião Extraordinária dos Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é o primeiro encontro setorial da presidência ‘pró tempore’ de Timor-Leste e pretende “identificar ações que contribuam para o desenvolvimento dos sistemas educativos e de ensino técnico profissionalizante dos Estados membros da CPLP”.

Intervindo no arranque do encontro e depois das boas vindas do ministro da Educação timorense, Fernando La Sama de Araújo, o secretário executivo da CPLP, embaixador Murade Murargy, considerou que o encontro reafirma o compromisso dos Estados membros com a educação.

Um “investimento incontornável para a construção de um futuro melhor” para todos e um assunto “estratégico” com impacto direto em todos os setores económicos e sociais.

O plano estratégico que hoje vai ser analisado, disse, surge num momento de debate sobre a estratégia futura para toda a CPLP, “ajustando-se às mudanças” profundas que os seus Estados membros e o resto do mundo viveram desde a sua fundação.

Pinda Simão, ministro da Educação de Angola, destacou o facto do encontro de hoje se seguir a duas grandes reuniões em Díli em que participaram vários agentes do setor educativo, permitindo consolidar ideias “fundamentais” para um setor crucial como o educativo.

Para a ministra da Educação e Desporto de Cabo Verde, Fernanda Marques, é crucial “adaptar modelos transnacionais às realidades nacionais”, procurando responder, em conjunto a desafios comuns.

Adaptar a formação ao emprego, capacitar os recursos humanos e vincular o sistema educativo ao desenvolvimento sustentável são alguns dos assuntos que devem merecer mais atenção, destacou.

Olindo da Silva e Sousa Daio ministro da Educação, Cultura e Ciência são-tomense, referiu-se aos desafios que a sua pequena nação continua a enfrentar não setor educativo, especialmente no que toca à formação de docentes.

Com apenas 51% dos professores com formação pedagógica, o ministro considerou essencial reforçar a qualidade do ensino apelando, neste campo, à colaboração dos restantes membros da CPLP.

Nuno Crato, ministro da Educação e Ciência português, aproveitou a sua intervenção inicial para destacar a importância internacional crescente da língua portuguesa, o que demonstra a força que a CPLP pode ter.

Tanto Crato como o vice-ministro da Educação moçambicano, Armindo Negunga, foram os únicos aproveitaram as suas intervenções iniciais para referências ao debate sobre línguas de ensino e aprendizagem da língua.

Recordando que o novo executivo moçambicano acabou de tomar posse, Negunga destacou também as dificuldades que o seu país enfrenta no setor educativo, com cerca de 07 milhões de alunos no primário e secundário, 120 mil professores e poucos recursos para responder às necessidades mais prementes.

A aposta, destacou, é na profissionalização dos professores e na organização do sistema.

A mensagem do Brasil foi deixada por Mari Carmen Rial Gerpe, conselheira da embaixada em Díli – o ministro da Educação tomou posse apenas a 06 de abril – que considerou que a educação é “o principal instrumento para ampliar e consolidar os avanços sociais” no país.

ASP // JCS – Lusa/fim

Fotos:

– Fernando António (C), rodeado de alunos, diz que só sabe ser professor e por isso anda todos os dias cerca de 10 quilómetros a pé para dar aulas na escola de Loro, a aldeia mais pobre do suco de Suai Loro, Timor-Leste, 27 de julho de 2012. ANTÓNIO AMARAL/LUSA.

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