8 March 2021
Refugiados sírios e sudaneses à chegada a Penela onde foram recebidos e alojados depois de uma viagem desde o Egipto, Penela, 7 de novembro de 2015. PAULO NOVAIS/LUSA

Refugiados vão receber ‘kit’ para aprender português

Plataforma de Apoio aos Refugiados adiantou, também, que se estabeleceu uma colaboração com o IEFP para que exista formação de português para todos

Dar um ‘kit’ a cada refugiado para aprender o idioma português é uma das medidas anunciadas esta segunda-feira pela Plataforma de Apoio aos Refugiados, na assinatura de um protocolo, no Porto, com 25 Instituições para dar alojamento a 160 pessoas.

“Hoje marcamos a aprendizagem do português quer com protocolos que celebram a colaboração com empresas, quer ao nível de empresas livreiras que oferecem um ‘kit’ a cada refugiado”, declarou o coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), Rui Marques, no seu discurso de assinatura de protocolos na Reitoria da Universidade do Porto.

A PAR assinou hoje 25 novos protocolos com novas instituições anfitriãs, que disponibilizam 33 alojamentos e que vai permitir acolher 160 pessoas.

Rui Marques referiu também que vai haver uma plataforma ‘online’ que permitirá que os refugiados aprendam português via Internet, assim como adiantou que se estabeleceu uma colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional para que exista formação de português para todos, designadamente nas empresas para onde trabalhem.

“Esta é sem dúvida uma dimensão fundamental. Não há boa integração sem aprendizagem da língua, sem o pleno domínio de uma ferramenta fundamental”, considerou Rui Marques, acrescentando que é também importante o reconhecimento e validação de competências para que os refugiados se possam integrar profissionalmente.

“Hoje com a Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional iremos celebrar um protocolo que envolve toda a rede dos centros desta agência para que apõem os refugiados no reconhecimento das suas habilitações e competências e também a sua integração”, acrescentou, referindo que “todos vamos ter de fazer um esforço para que os refugiados aprendam o português”. Leia o artigo completo (TVI)

As filhas do refugiado sírio Ali Alkhamis, Dima Alkhamis, 9 anos (C), Inas Alkhamis, 7 anos (D), e Rimas Alkhamis, 4 anos, durante uma entrevista com a família em São Martinho do Porto, 8 de novembro de 2015. Da cidade de Reka, na Síria, a São Martinho do Porto, são quase 6 mil quilómetros por estrada, mas Ali, a mulher e as três filhas percorreram muito mais, arriscando a vida diariamente até chegarem ao país onde encontraram “uma grande família”. JOÃO RELVAS/LUSA

As filhas do refugiado sírio Ali Alkhamis, Dima Alkhamis, 9 anos (C), Inas Alkhamis, 7 anos (D), e Rimas Alkhamis, 4 anos, durante uma entrevista com a família em São Martinho do Porto, 8 de novembro de 2015. Da cidade de Reka, na Síria, a São Martinho do Porto, são quase 6 mil quilómetros por estrada, mas Ali, a mulher e as três filhas percorreram muito mais, arriscando a vida diariamente até chegarem ao país onde encontraram “uma grande família”. JOÃO RELVAS/LUSA

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