— «Frederico II quis saber por meio de uma experiência que língua e idioma falariam as crianças ao chegarem à adolescência, se nunca tivessem tido a possibilidade de falar com ninguém.

Com esse objectivo ordenou às aias e amas que dessem leite às crianças sem nunca lhes falarem.

Queria, com efeito, descobrir se falariam a língua hebraica, que foi a primeira das línguas, ou antes a grega, ou a latina, ou a árabe; ou se falariam em todas as circunstâncias a língua dos pais, dos quais tivessem nascido.

Mas foi trabalho perdido, porque todos os meninos morriam»

Salimbene de Parma, Cronaca (Crónica) nº 1664.
Criança refugiada. Deggendorf,  Alemanha, 11 agosto de 2015. EPA/PETER KNEFFEL

Foto LUSA: Criança refugiada. Deggendorf,  Alemanha, 11 agosto de 2015. EPA/PETER KNEFFEL

— «O certo é que as línguas não podem ter nascido por convenção já que, para se porem de acordo sobre as suas regras os homens necessitariam de uma língua anterior; mas se esta última existisse, por que razão se dariam os homens ao trabalho de construir outras, empreendimento esforçado e sem justificação?»

Umberto Eco, La Ricerca della Lingua Perfetta, traduçãoportuguesa, A Procura da Língua Perfeita, 1996, p. 326.
close
Subscreva as nossas informações
Partilhar