“A principal resolução (do encontro) foi a criação de uma associação de professores, tendo ficado definido, para outubro, a realização de uma nova reunião para definir os integrantes da comissão para a criação dos estatutos e para a definição dos intermediários, além das iniciativas da associação”, disse a leitora destacada pelo “Camões – Instituto de Cooperação e da Língua” (Camões, IP) para a Universidade Central da Venezuela.

Segundo Sofia Saraiva a nova associação vai centrar-se “na uniformização de critérios, numa criação de pontes de comunicação para a certificação de professores, com as entidades venezuelanas e com as portuguesas”.

A associação também deverá “ser um coletivo de professores que reúne as fontes e partilha material” para que “possam obter apoio para formação de Portugal e certificação das suas habilitações com as entidades venezuelanas”.

Entre as ações previstas a desenvolver pela nova associação está a realização de um encontro bianual de professores, onde seja proporcionada formação contínua aos docentes; a criação de uma página web, com materiais e notícias; e a publicação de uma revista online, com uma periodicidade semestral, adiantou.

Nas conclusões do encontro, os professores vincaram ser imprescindível uma maior aproximação do Camões, IP, “quer no que toca à comunicação, através da criação de canais mais diretos, quer no que toca à formação e certificação”.

Durante o encontro – que contou com a participação de Paulo Feytor Pinto, professor da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal –, houve ainda um debate sobre a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no ensino do português como língua estrangeira, no qual foi concluído que os professores luso-venezuelanos têm um conhecimento generalizado sobre as ferramentas básicas do computador e Internet mas carecem de cursos de especialização.

“Sobre a promoção da leitura em língua estrangeira, os professores referiram a dificuldade na disponibilização dos livros e na constituição de bibliotecas de escola ou de turma”, afirma o documento.

Os professores apontaram como oportunidades para a promoção do idioma, o destaque da língua portuguesa no mundo, o facto de ser língua oficial em oito países e de importantes organizações mundiais como o Mercosul, de que a Venezuela faz parte, e o consequente aumento na procura de professores de português.

Também “a variedade das possibilidades de trabalho que a língua portuguesa possibilita, que incluem o ensino, a tradução e a interpretação”.

No entanto, destacaram como principais desafios para os professores de português na Venezuela “a dificuldade no acesso a materiais autênticos, o facto de o pagamento ser pouco atrativo, a falta de cursos de especialização na área e a dificuldade em trazer especialistas” ao país.

O anterior encontro de português realizou-se em Caracas, em 1984.

FPG // FV. – Lusa/Fim


Fotos LUSA:

– Dia Internacional do Livro. Caracas, Venezuela, 23 April 2014. EPA/SANTI DONAIRE

– Caracas, Venezuela, 08 de junho de 2014. EPA/SANTI DONAIRE

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