Os professores da escola portuguesa Ruy Cinatti em Díli, Timor-Leste, terminaram hoje um curso intensivo de tétum com o objetivo de melhor integração na comunidade timorense e estar mais próximo dos alunos.

“O objetivo é pôr as pessoas a falarem um bocadinho de tétum. Estamos em Timor-Leste, estamos cá para ensinar uma das línguas oficiais e faz todo o sentido que nós também conheçamos e consigamos dominar mesmo que ainda a um nível muito básico a outra língua oficial, que é a língua dos nossos meninos, a língua materna”, afirmou à agência Lusa Conceição Godinho, diretora daquele estabelecimento de ensino.

Para Conceição Godinho, a aprendizagem do tétum vai também permitir uma maior proximidade com os encarregados de educação e dos alunos.

Segundo Rosa Gomes, professora na escola portuguesa, a aprendizagem do tétum é importante pela “aproximação aos alunos e à comunidade timorense”.

“Ficamos mais próximos. Em segundo lugar estar no papel de aluno é muito bom, para perceber o que é que o professor deve esperar e melhorar em relação ao que pede aos alunos”, explicou.

Nuno Gonçalves, outro professor daquele estabelecimento de ensino, é da mesma opinião e considera que o facto de aprender tétum lhe vai permitir uma maior aproximação dos alunos.

“Nós falamos em português, mas em algumas situações o saber tétum ajudar a explicar conceitos que não entendam em português. Vamos pela via do tétum e depois explicamos em português”, disse.

As aulas de tétum na escola portuguesa começaram apenas este ano, mas vão prosseguir com a realização de vários cursos intensivos.

 

MSE. – Lusa/Fim

Foto: O Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak (E) conversa com alunos da escola portuguesa em Díli.  ANTONIO AMARAL / LUSA

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