Nos últimos anos, a procura só aumentou. Números oficiais apontam que a Língua é a quinta que mais cresce e a sexta mais falada no mundo. Nos EUA, está entre os idiomas mais procurados.

Por causa disso, universidades norte-americanas reformularam seus cursos de português. Outras, simplesmente criaram novos cursos. É o caso da Universidade de Vermont, no nordeste norte-americano. Lá, a nova disciplina foi criada por uma ribeirão-pretana radicada na terra do Tio Sam há quase uma década. Débora Teixeira dá aulas de português há quatro anos nos níveis básico e intermediário.

“São 70 alunos por ano e muitos já estão pedindo cursos com nível avançado”, diz a professora, que esteve em Ribeirão Preto [cidade do interior do Estado de São Paulo] em dezembro para visitar a família.

Débora é filha do escritor, professor e pesquisador aposentado da Universidade de São Paulo, José Carlos Manço. Cirurgiã-dentista, professora de inglês e tradutora, mudou-se para os EUA em 2003 junto com o marido, especialista em microbiologia.

“Ele foi convidado a trabalhar no laboratório da Universidade de Vermont. No início, eu ensinava inglês para estrangeiros”, lembra.

–– “Comecei do zero” ––
Mas então, Débora descobriu que a universidade oferecia o curso de Estudos Latino-Americanos. Foi quando, junto à direção da instituição, propôs o ensino de Língua Portuguesa e foi atendida. “Eles abriram a vaga e me inscrevi. Fui contratada e comecei do zero. Montei toda a grade do curso”, conta.

A professora diz que o interesse dos universitários foi imediato. Ela afirma que a maioria de seus alunos é formada por norte-americanos. Muitos fazem parte de famílias que têm parentes que falam português.

Mas os laços sanguíneos não são os únicos motivos de interesse dos estudantes. “A cultura brasileira está em alta. Talvez pelo crescimento da economia, pela Copa do Mundo [de Futebol no Brasil em 2014] e pelas Olimpíadas [em 2016, no Rio de Janeiro], o interesse pelo Brasil cresceu muito”, comenta. Ler o artigo completo.

 

*Débora Teixeira dá aulas de português na Universidade de Vermont, nos EUA, há quatro anos

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