Espargos, Cabo Verde, 08 jul (Lusa) – O “contador de histórias” cabo-verdiano Germano Almeida, um dos mais traduzidos de Cabo Verde, está a trabalhar no que considera ser o seu primeiro romance, que deverá chegar às livrarias no próximo ano.

“Estou a escrever um romance. Sempre disse que sou um contador de histórias e desta vez vou escrever um romance. Acho que é o meu primeiro romance”, disse Germano de Almeida.

O escritor, que falava aos jornalistas à margem do primeiro festival de Literatura – Mundo, que decorre na ilha do Sal até domingo, adiantou que a obra conta a história de um escritor que é morto no próprio dia em que vai lançar um livro.

“Estou a divertir-me imenso a escrever isto”, disse Germano Almeida, sublinhando que se trata de uma “história completamente ficcionada”, que se distingue dos restantes livros que já escreveu pela “riqueza de pormenores”.

“Este livro é capaz de ter o triplo ou o quadruplo de pormenores. Estou a achar piada ao facto de estar a escrever desta maneira porque antigamente não me preocupava em saber se a pessoa [personagem] se prepara de alguma forma antes de falar, no romance tem que se preparar tudo, pôr as palavras em ordem, as ideias e só depois falar”, disse.

O autor de livros como “Eva”, o “Testamento do Senhor Nepomuceno” ou o mais recente “Do Monte Cara vê-se o Mundo”, adiantou que “está a escrever com calma”, estimando que o livro possa estar pronto no próximo ano.

Natural da ilha cabo-verdiana da Boavista, mas radicado em São Vicente há mais de 30 anos, o escritor tem feito da ilha o assunto de vários dos seus livros e o novo livro, terá, segundo o próprio, também “um bocadinho, não muito” da sua ilha.

O festival Literatura- Mundo decorre até domingo na ilha do Sal, em Cabo Verde, como atividades nas cidades de Espargos e Santa Maria.

CFF // MSF

Lusa/Fim

Partilhar