“Fiquei muito feliz pelo prémio chegar ao Ondjaki e também chegar a África pela primeira vez, acho que tem uma dupla comemoração”, afirmou a escritora à Lusa, por telefone.

A escritora, que acaba de lançar no Brasil sua última obra, “As Miniaturas”, pela Companhia das Letras, acrescentou ainda que Ondjaki e o Prémio José Saramago parecem ter sido feitos “um para o outro”.

“Ele [Ondjaki] já possui uma obra imensa, tem uma carreira, não é uma estreia. Aqui no Brasil há muitos leitores, e eu sou uma delas, achei o prémio muito bem dado e ele merece muito, foram feitos um para o outro”, acrescentou.

A autora, que já participou de uma mesa de discussões na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2011, ao lado de Ondjaki, elogiou a forma “poética e profunda” com que escreve, destacando a atmosfera “lúdica” e “onírica” da sua obra.

Sobre o reconhecimento conferido pelo prémio, Andréa admite que o título ajudou a ganhar novos públicos, especialmente com edições em países estrangeiros, entre eles Alemanha, Itália, Roménia, Croácia e Argentina.

“O prémio dá uma acalmada. É uma coisa excitante no início, e também deixa certo peso, mas logo depois traz uma quietude”, afirmou a vencedora do Saramago 2011.

O escritor angolano Ondjaki, de 36 anos, foi anunciado hoje como vencedor do prémio José Saramago 2013, com o romance “Os transparentes”.

FYRO // VM – Lusa/Fim

A escritora brasileira Andréa del Fuego, 36 anos, vencedora do Prémio Literário José Saramago 2011. Lisboa, 25 de outubro 2011. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

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